Mundo

Obama condena assassínio de três jovens israelitas e pede contenção

Obama condena assassínio de três jovens israelitas e pede contenção

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou, segunda-feira à noite, o "assassínio tresloucado" de três jovens israelitas, cujos corpos foram encontrados durante o dia na Cisjordânia.

"Os Estados Unidos condenam este ato terrorista tresloucado cometido contra jovens inocentes", declarou o presidente num comunicado.

Obama apresentou "profundas e sinceras condolências" às famílias de Eyal Yifrach, Gilad Shaer e Naftali Frankel, detentor de dupla nacionalidade israelo-norte-americana.

O presidente norte-americano pediu "a todas as partes que se abstenham de ações que possam desestabilizar ainda mais a situação", garantindo a Israel "a amizade e apoio total dos Estados Unidos".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exortou "as autoridades israelitas e palestinianas a trabalharem em conjunto para encontrar e julgar os responsáveis (...) por este ato odioso, perpetrado pelos inimigos da paz".

É um "grave obstáculo no caminho da paz, que devemos continuar a procurar e pela qual devemos continuar a rezar", salientou o papa Francisco.

A chanceler alemã, Angela Merkel, denunciou também "um ato detestável para o qual não existe qualquer desculpa", depois de o presidente francês, François Hollande, ter condenado um "assassínio covarde" e pedido para se evitarem "novas vítimas".

Também o primeiro-ministro britânico, David Cameron, condenou um "ato indesculpável", garantindo a Israel o apoio do Reino Unido para "levar os responsáveis à justiça".

A organização israelita de defesa dos direitos humanos B'Tselem condenou o sequestro e o assassínio, "pedindo ao governo israelita para se abster de atos de vingança" e "impor um castigo coletivo".

Os três jovens israelitas, sequestrados a 12 junho e encontrados mortos na segunda-feira no sul da Cisjordânia, foram "assassinados a sangue frio", disse o primeiro-ministro israelita.

Benjamin Netanyahu prometeu que o movimento de resistência islâmica Hamas "vai pagar" o que fez.

Os três jovens, Eyal Yifrach, de 19 anos, Naftali Frankel e Gilad Shaer, ambos de 16 anos, estudantes em escolas religiosas dos colonatos judaicos, foram encontrados mortos nos arredores da localidade de Halhul, perto da estrada onde foram vistos pela última vez, a pedir boleia.

"Cerca das 17:00 locais (15:00 em Lisboa), o exército israelita encontrou os três corpos na zona delineada para as buscas, no noroeste do distrito de Hébron", declarou aos jornalistas um porta-voz militar, o tenente-coronel Peter Lerner.

"Eles foram raptados e assassinados a sangue frio por animais de forma humana", declarou Netanyahu.

"O Hamas é o responsável e o Hamas pagará", sublinhou.

O movimento de resistência islâmica, que negou estar implicado no rapto, mas saudou a operação, prometeu a Israel retaliar.

"Se os ocupantes se lançarem numa escalada ou numa guerra, vão abrir as portas do inferno", declarou um porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu Zuhri, questionando a "versão israelita" do sequestro.