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Obama denuncia a ascensão do populismo no último discurso na ONU

Obama denuncia a ascensão do populismo no último discurso na ONU

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu no seu último discurso na tribuna das Nações Unidas contra a ascensão de um "nacionalismo agressivo" e de um "populismo rude" em todo o mundo.

Este foi o último discurso de Obama diante da Assembleia-geral da ONU como presidente dos Estados Unidos.

"Não podemos ignorar estas visões. Elas refletem o descontentamento existente entre muitos dos nossos cidadãos", declarou o chefe de Estado norte-americano, que deixará a Casa Branca em janeiro de 2017. "Estas visões não podem oferecer segurança e prosperidade a longo prazo", defendeu.

No início de uma longa intervenção, Obama defendeu um "melhor modelo de cooperação" e de integração entre os países perante um "mundo profundamente dividido".

"Devemos avançar em frente, não para trás", disse Obama, ao mencionar alguns dos progressos globais alcançados durante os seus quase oito anos de mandato, nomeadamente a melhoria da economia internacional, a aproximação com Cuba e o acordo de paz na Colômbia.

Obama apelou à rejeição de "qualquer forma de fundamentalismo e de racismo", defendendo a primazia de uma "democracia real" contra modelos autoritários liderados por "homens fortes".

O presidente norte-americano disse que, perante os atuais desafios globais, não se surpreende que alguns encarem como solução - de forma errada na sua opinião - a instituição de modelos autoritários em detrimento de "governos inclusivos" e respeitadores do Estado de Direito e dos Direitos Humanos.

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Em ano de eleições presidenciais nos Estados Unidos e sem mencionar o nome do candidato republicano Donald Trump ou as suas polémicas propostas eleitorais, Obama assegurou que um país "rodeado por muros" ficará preso em si mesmo.

"Hoje, uma nação rodeada por muros só irá conseguir fechar-se sobre si mesma", declarou o líder norte-americano, perante os representantes dos 193 Estados-membros das Nações Unidas.

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