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Obama não fixou data para por termo aos ataques aéreos no Iraque

Obama não fixou data para por termo aos ataques aéreos no Iraque

O presidente dos Estados Unidos, que ordenou ataques aéreos dirigidos contra posições "jihadistas" no norte do Iraque, não fixou a data final desta operação militar, indicou a Casa Branca.

"O presidente não fixou a data específica para o final [da operação]", declarou Josh Earnest, porta-voz do executivo norte-americano, antes de precisar que "está excluído um conflito militar prolongado que envolva os Estados Unidos" e reafirmar que não serão enviadas tropas terrestres norte-americanas para a região.

Interrogado sobre os motivos que impeliram Obama a intervir no Iraque, quando recusou a tomar idêntica medida na Síria, Earnest estabeleceu uma diferença entre as duas situações e disse que o exército norte-americano respondeu a um pedido do governo iraquiano. "É uma diferença significativa", sublinhou.

"A segunda coisa é que o exército americano e os serviços de informações americanos possuem uma boa visibilidade da situação no terreno no Iraque", prosseguiu.

Dois caças-bombardeiros norte-americanos lançaram bombas de 250 quilos sobre uma peça de artilharia móvel do Estado Islâmico (EI), que visou forças curdas em Erbil, anunciou o porta-voz do Pentágono, contra-almirante John Kirby.

Durante a tarde, os EUA lançaram uma segunda série de ataques aéreos contra extremistas islâmicos. Aviões não tripulados destruíram uma posição de artilharia e mataram um grupo de militantes. Cerca de uma hora depois, quatro aviões de combate F-18 atingiram uma coluna de sete veículos com oito bombas guiadas por laser.

"Os militares norte-americanos continuaram hoje a atacar alvos (...) com dois ataques aéreos adicionais, para ajudar a defender a cidade onde está pessoal dos EUA a assistir o governo do Iraque", disse o porta-voz do Pentágono, almirante John Kirby.

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Foi a primeira vez que os Estados Unidos se envolveram diretamente no Iraque desde a retirada das suas tropas, no final de 2011.

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