Barack Obama

Obama vai anunciar retirada de 34 mil militares do Afeganistão

Obama vai anunciar retirada de 34 mil militares do Afeganistão

O presidente norte-americano vai anunciar, durante o discurso do Estado da União, que irá retirar 34 mil militares dos Estados Unidos do Afeganistão nos próximos 12 meses, de acordo com a agência AFP e televisões norte-americanas.

A agência francesa AFP cita um responsável norte-americano que teve acesso ao discurso, enquanto a EFE cita as cadeias televisivas ABC e NBC, que por sua vez recorrem a fontes governamentais não identificadas.

De acordo com estas informações, a medida irá reduzir para metade os efetivos norte-americanos, cerca de 66 mil, no Afeganistão, antes da retirada final das tropas em 2014.

Os 32 mil militares norte-americanos restantes serão retirados até ao final de 2014, prazo previsto para a saída das forças da NATO do Afeganistão.

O presidente Barack Obama anunciou a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão em 2009, quando 100 mil efetivos militares estavam naquele país.

Uma eventual presença de soldados norte-americanos no Afeganistão após 2014 deverá ter suas condições estabelecidas num acordo bilateral entre os dois países.

Os Estados Unidos intervieram no Afeganistão, depois dos ataques do 11 de setembro de 2001, derrubando o regime talibã instalado naquele país.

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No primeiro discurso de Estado da União do novo mandato, o presidente norte-americano deverá igualmente defender medidas públicas de estímulo à retoma económica e criação de emprego.

Segundo o "New York Times", Obama vai "comprometer-se a usar o poder do seu cargo para retomar o crescimento robusto de postos de trabalho e expansão económica".

"Tornar o país num íman para empregos e indústria, dar aos norte-americanos as habilitações de que precisam para esses postos de trabalho e assegurar que o trabalho afincado conduz a boas condições de vida", serão os três principais eixos da intervenção, segundo o Times.

Também o "Washington Post" referiu que o discurso será centrado na criação de emprego, além da necessidade de maior investimento público - na investigação, estradas e Educação.

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