Covid-19

Óbitos por milhão de habitantes dão um mapa-mundo diferente

Óbitos por milhão de habitantes dão um mapa-mundo diferente

Numa altura em que a pandemia começa a dar tréguas ao Mundo - pelo menos à Europa, a crer nas famosas curvas que passaram a fazer parte do nosso vocabulário -, começa a perceber-se melhor o seu impacto através de indicadores que não os casos. E se, no pico pandémico, o melhor indicador era o dos internamentos em cuidados intensivos - único capaz de aferir a pressão sobre os sistemas de saúde -, passada a vaga importa olhar a mortalidade. Mortalidade e não letalidade (número de mortes por casos positivos).

O indicador menos fiável é mesmo o do número de casos diagnosticados, porque depende da capacidade de testagem de cada país. E se alguns não olham a meios (Islândia, Alemanha, Coreia do Sul, etc.), outros testam só suspeitos, outros só os que vão parar aos hospitais, outros juntam contactos dos casos confirmados. Cada cabeça sua sentença. Nisso, Portugal está entre os melhores - 16.o com mais testes por milhão de habitantes. E o Brasil entre os piores (117.o). Os EUA, campeões da mortalidade em números absolutos, surgem em 39.o na testagem.

A mortalidade mede-se em óbitos atribuíveis à covid-19 por milhão de habitantes. Aí, Portugal é o 21.o. E os EUA estão em 13.o. A Bélgica, que considera a covid-19 em todos os óbitos em lares, por exemplo, é o líder (se excluirmos territórios pouco habitados onde uma morte representa muito, como San Marino, ou Andorra). Seguem-se os países mais sacrificados pela pandemia. E a Suécia, o país anticonfinamento, em 8.o. O Brasil está melhor do que Portugal, mas aí é denunciada a profunda subnotificação...

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