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Observadores internacionais vão tentar entrar novamente na Crimeia

Observadores internacionais vão tentar entrar novamente na Crimeia

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) anunciou que os observadores do organismo vão tentar, este sábado, entrar novamente na Crimeia, depois de terem sido impedidos nos últimos dois dias de entrar naquela república autónoma ucraniana.

"Sim, a missão vai tentar hoje entrar novamente na Crimeia, está neste momento a percorrer a estrada até o posto de controlo de Armyansk", indicou a porta-voz da OSCE, Tatyana Baeva, acrescentando que a missão é composta por 54 pessoas, civis e militares, originárias de 29 países, incluindo Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido.

Este posto fronteiriço fica a cerca de 100 quilómetros a oeste de Tchongar, onde a missão de observadores foi impedida na sexta-feira de entrar na república autónoma ucraniana por um grupo de homens armados, não identificados, que formaram uma barreira.

Na quinta-feira, um grupo de pessoas armadas, vestidas com uniformes militares, também impediu a entrada da missão da OSCE na península da Crimeia.

O envio de observadores não armados foi solicitado pelo novo Governo de Kiev e foi aprovado na terça-feira pelo Conselho Permanente do Fórum de Segurança e de Cooperação da OSCE, com o objetivo de avaliar no terreno a situação e esclarecer o destacamento de forças russas em território ucraniano.

Na sexta-feira, a Rússia afirmou que os observadores da OSCE foram impedidos de entrar na Crimeia porque não tinham "convites oficiais" das autoridades da república autónoma ucraniana.

Os observadores tentaram entrar na Crimeia "ignorando o princípio do consenso, que é fundamental para a OSCE, sem ter em consideração as opiniões e recomendações da parte russa, sem esperar por convites oficiais da parte da Crimeia", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo num comunicado.

No mesmo texto, Moscovo acusou a OSCE de seguir "as piores tradições de dois pesos e duas medidas" e de fechar os olhos a "atos violentos de forças extremistas" na Ucrânia.

As autoridades locais da Crimeia, no sul da Ucrânia, não reconhecem o novo Governo de Kiev e defendem o regresso ao poder de Viktor Ianukovich, destituído em fevereiro e atualmente refugiado na Rússia.

Na quinta-feira, o parlamento autónomo da Crimeia anunciou um referendo sobre uma união da península com a Rússia.

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