Operação militar

Ofensiva turca faz pelo menos 15 mortos no nordeste da Síria

Ofensiva turca faz pelo menos 15 mortos no nordeste da Síria

Pelo menos 15 pessoas, incluindo oito civis, morreram esta quarta-feira durante a ofensiva turca contra as forças curdas no nordeste da Síria, disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

Entre as vítimas mortais, duas foram registadas num ataque de artilharia contra a cidade de Al-Qamishli, predominantemente curda, salienta o OSDH.

Segundo a OSDH, 40 pessoas ficaram feridas durante a ofensiva turca.

A Turquia lançou uma nova operação militar contra a milícia curda das Unidades de Proteção Popular (YPG), apoiada pelos países ocidentais, mas considerada terrorista por Ancara.

A operação militar foi previamente anunciada pelo Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que disse que esta visa "os terroristas das YPG e do Daesh [acrónimo árabe do grupo extremista Estado Islâmico]" e pretende estabelecer uma "zona de segurança" no nordeste da Síria.

"A zona de segurança que iremos criar permitirá o regresso de refugiados sírios ao seu país", acrescentou o líder da Turquia, país que acolhe atualmente cerca de 3,6 milhões de refugiados.

O porta-voz de um grupo de rebeldes sírios que participou na ofensiva disse à agência francesa France Presse que a ofensiva terrestre começou esta quarta-feira à noite, em direção à cidade de Tal Abyad, controlada pela milícia das Unidades de Proteção do Povo (YPG) no nordeste da Síria.

As Forças Democráticas da Síria (FDS), dominadas pelos curdos das Unidades de Proteção do Povo (YPG), disseram esta quarta-feira que "repeliram" a ofensiva turca na fronteira norte da Síria, pouco depois do anúncio de Ancara do lançamento da ofensiva terrestre.

"A ofensiva terrestre das forças turcas foi repelida pelos combatentes do FDS na região de Tal Abyad", escreveu o porta-voz do FDS, Mustefa Bali, na rede social Twitter.

A ofensiva turca surge após o anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, no domingo, de que as tropas dos Estados Unidos iam abandonar a zona em causa. Trump "corrigiu" mais tarde as suas declarações, assegurando que Washington não tinha "abandonado os curdos", que desempenharam um papel crucial na derrota militar do Estado Islâmico.