Alemanha

Oito anos depois, pais podem aceder ao Facebook da filha que morreu atropelada pelo metro

Oito anos depois, pais podem aceder ao Facebook da filha que morreu atropelada pelo metro

O Supremo Tribunal Federal da Alemanha permitiu esta terça-feira que os pais de uma adolescente que morreu atropelada por uma carruagem do metro de Berlim em 2012 acedessem diretamente à conta de Facebook da filha.

Em 2018, o mesmo tribunal tinha concedido aos pais acesso limitado à conta para tentar perceber se a rapariga de 15 anos cometeu suicídio.

O Facebook argumentou que conceder acesso aos dados da adolescente poderia infringir o conteúdo privado de outros utilizadores da rede social que tiveram contacto com ela.

Após a primeira decisão do tribunal, a empresa norte-americana entregou uma pen USB com 14 mil páginas em formato PDF.

A conta da filha foi colocada no modo "Em memória de" após a morte, o que permitiu que as publicações fossem partilhadas, mas sem que a família pudesse consultar as mensagens ou fotos.

Então, os pais voltaram ao tribunal para forçar o Facebook a conceder acesso total à conta. "A transferência de ficheiros numa pen USB não é suficiente", escreveu no Twitter o advogado da família, Christlieb Klages. "Os familiares devem poder aceder à conta da mesma forma que o titular", acrescentou Klages, expressando um sentimento de "alegria" depois de ganhar o caso.

A crescente questão da herança digital levanta complicadas questões éticas e legais em diferentes países. Em 2016, a Apple resistiu às exigências do FBI para desbloquear o iPhone de um dos dois atiradores no ataque terrorista de San Bernardino, no ano anterior, na Califórnia.

No entanto, a Apple cooperou com um pai italiano, também em 2016, que depois de o filho ter morrido de cancro pediu que o iPhone fosse desbloqueado para aceder a fotos e memórias.

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