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Oksana tem porto de abrigo em Vila do Conde para quem foge da guerra

Oksana tem porto de abrigo em Vila do Conde para quem foge da guerra

Oksana recebe na sua casa de Vila Chã, em Vila do Conde, quem foge da guerra na Ucrânia. Já chegaram a ser mais de 20. Olga, Alla e Inna chegaram com os filhos à procura de paz. Mas já há dificuldades para ajudar tantas pessoas. A Câmara de Vila do Conde pediu mesmo o apoio da Associação Desportiva de Árvore Forças Segurança Unidas, que entrou em campo para oferecer alimentos.

Flutua alegria pela casa cheia de Oksana, como se ali vibrasse energia magnetizante. Correm gargalhadas pelas escadas; uma bola que escapa a rolar pelo soalho é perseguida em euforia pelas crianças, como se fossem pará-la aos gritos.

Há risos. Apesar de tudo. Para lá da dor e do horror que Alla, Inna e Olga trouxeram da Bucha natal, nos arredores de Kiev, na Ucrânia. A barbárie do invasor russo não lhes minou a capacidade de sorrir. "Se chorar, nada muda", atira, firme, Olga Sotnichenko, 46 anos e um olhar iluminado de esperança. Acredita que "em dois, três anos, aquilo acabe" - a guerra, a que ainda não consegue chamar pelo nome, sinónimo de morte e aniquilação.

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