Vacina

OMS inclina-se a favor da AstraZeneca e remete conclusões "para breve"

OMS inclina-se a favor da AstraZeneca e remete conclusões "para breve"

A Organização Mundial de Saúde continua a recomendar, por agora, a administração da vacina da AstraZeneca contra a covid-19, cuja utilização foi suspensa por vários países devido a possíveis efeitos colaterais.

Depois de, na terça-feira, a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) ter assegurado estar a investigar os "muito raros" casos de formação de coágulos sanguíneos detetados em pessoas a quem tinha sido administrada a vacina da AstraZeneca contra a covid-19, descansando, para já, a população quanto a uma eventual relação de causa-efeito, a Organização Mundial da Saúde (OMS) segue-lhe os passos.

"Neste momento, a OMS estima que o balanço risco/benefício está a inclinar-se a favor da vacina AstraZeneca e recomenda que as vacinas continuem" a ser administradas, referiu a organização, em comunicado citado pela agência France Presse. Os especialistas da agência continuam a "avaliar" os dados disponíveis, numa altura em que os peritos internacionais estão sob pressão no sentido de esclarecerem as questões levantadas em relação à segurança da vacina da farmacêutica anglo-sueca, que já viu cerca de 20 países, incluindo Portugal, suspenderem temporariamente a utilização da vacina.

Segundo a EMA, em causa estão 30 casos de problemas sanguíneos detetados num universo de 5 milhões de pessoas a quem a vacina da AstraZeneca foi administrada. A avaliação que confirmará ou descartará uma relação entre a vacinação e os problemas médicos está em curso.

"Não devemos interpretar exageradamente os números específicos que saem dos testes. São vacinas altamente eficazes, são vacinas que salvam vidas, são vacinas seguras e devemos continuar a administrá-las", disse Kate O'Brien, diretora do Departamento de Imunização, Vacinas e Produtos Biológicos da OMS, citada pela Reuters.

À semelhança do que disse ontem a EMA, que prometeu conclusões para quinta-feira, também a OMS remeteu "para breve" uma posição sobre os eventuais efeitos secundários da substância da AstraZeneca.

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