SARS-CoV-2

OMS revela relatório sobre origem do vírus na semana de 15 de março

OMS revela relatório sobre origem do vírus na semana de 15 de março

Os peritos da Organização Mundial da Saúde (OMS) enviados em janeiro a Wuhan, China, para averiguar a origem do novo coronavírus vão divulgar o relatório final da investigação na semana de 15 de março.

A informação foi referida na quinta-feira pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, segundo avançaram as agências internacionais, durante uma intervenção dirigida aos delegados dos países-membros da agência que integra o sistema das Nações Unidas.

"A equipa está a trabalhar no relatório final, bem como num resumo, que segundo sabemos será divulgado simultaneamente durante a semana de 15 de março", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"Sei que muitos países-membros estão ansiosos para ver o relatório" e "eu também estou", acrescentou o líder da OMS.

Na mesma intervenção, o diretor-geral da OMS prometeu uma antevisão do relatório aos Estados-membros, "antes da respetiva publicação", bem como apresentar-lhes as conclusões do documento.

Inicialmente, a OMS tinha afirmado que a equipa de peritos ia disponibilizar um relatório preliminar, antes do documento final.

Esta intenção seria abandonada em fevereiro, sem ter sido fornecida qualquer explicação concreta.

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No final da missão, e durante uma longa conferência de imprensa realizada em Wuhan, cidade do centro da China onde foi detetado o novo coronavírus (SARS-Cov-2) em dezembro de 2019, a equipa de peritos apresentou as várias hipóteses suscitadas ao longo da investigação sobre a forma como o vírus que provoca a doença covid-19 terá passado de um animal para o homem.

Na mesma ocasião, a equipa afastou a possibilidade de a atual pandemia ter origem numa fuga laboratorial, nomeadamente do Instituto de Virologia de Wuhan, como alegou a antiga administração norte-americana liderada por Donald Trump, tendo considerado então esse cenário como altamente improvável.

Mas, o diretor-geral da OMS viria a retificar a situação, afirmando que "todas as hipóteses permaneciam em cima da mesa" para explicar a origem da pandemia.

Estas declarações de Tedros Adhanom Ghebreyesus causaram alguma confusão e aumentaram o ceticismo demonstrado por vários países em relação à missão de peritos, a começar pelos Estados Unidos.

Numa conferência de imprensa na quinta-feira, o porta-voz da diplomacia americana, Ned Price, apelou a Pequim para que mostrasse "transparência".

"O que temos vindo a deixar de forma clara há várias semanas, é que temos profundas preocupações sobre a forma como foram comunicadas as conclusões iniciais da equipa de investigação sobre a covid-19 e questões sobre o processo subjacente para chegar a essas conclusões", disse o porta-voz.

Numa carta aberta tornada pública na quinta-feira, 24 investigadores internacionais apelaram a uma nova investigação, independente e mais aprofundada, denunciando as "limitações estruturais" impostas ao trabalho dos peritos da OMS durante a sua deslocação à China.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 2.570.291 mortos no mundo, resultantes de mais de 115,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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