O Jogo ao Vivo

Conflito

ONU acusa Irão de mentir sobre a queda de avião ucraniano

ONU acusa Irão de mentir sobre a queda de avião ucraniano

Agnes Callamard, relatora especial da ONU para execuções extrajudiciais, apresentou uma investigação sobre a queda do avião ucraniano, em janeiro de 2020, que resultou em 176 mortes. Callamard garante que o Irão está a mentir quando diz que "por erro" abateu o Boeing 737 da Ukraine International Airlines alguns minutos depois de ter levantado voo de Teerão.

Recorde-se que o acidente ocorreu horas depois do lançamento de vinte e dois mísseis iranianos contra duas bases da coligação internacional lideradas pelos Estados Unidos, numa operação de retaliação pela morte do general iraniano Qassem Soleimani. Três dias após a queda do avião ucraniano, o Irão admitiu ter lançado dois mísseis contra o Boeing 737, mas que se tinha tratado de um erro, uma vez que disseram ter confundido o avião com um míssil americano, aponta a ONU News.

"As explicações [das autoridades iranianas] não batem certo", afirma Callamard. Segundo a especialista, o Irão não explicou como é que os militares "cometeram um erro capaz de abater um avião comercial". A investigadora classifica a atitude do Irão como "inconsistente" e "contraditória".

Embora tenha tentado contactar o governo iraniano para a investigação, não obteve qualquer resposta.

A especialista escreveu, numa carta tornada pública na terça-feira, que "as autoridades iranianas violaram o direito à vida dos passageiros e tripulantes a bordo do avião". "Numa situação de alta tensão militar, o modo mais eficaz de prevenir ataques à aviação civil é fechar o espaço aéreo. Se o Irão, sabendo que as hostilidades com os EUA podiam aumentar, tivesse fechado o seu espaço aéreo, 176 pessoas não teriam morrido", afirmou.

De acordo com o radio e televisão alemã Deutsche Welle, apesar da lei internacional contemplar "morte por engano" como uma justificação para determinadas situações, a justiça é que tem de determinar se o erro foi cometido de "boa fé". Ainda assim, Callamard diz que o argumento de que foi um erro não deve ser uma defesa para o Irão.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG