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ONU alerta para uso de mercenários

ONU alerta para uso de mercenários

Um grupo de especialistas das Nações Unidas advertiu, esta terça-feira, para o ressurgimento do uso de mercenários e para a grande expansão das forças armadas e empresas de segurança, que actuam sem existir actividade regulada.

Os cinco membros do grupo de trabalho sobre os mercenários refere, no relatório da Assembleia Geral das Nações Unidas, que os mercenários reportados na Líbia e na Costa do Marfim estiveram envolvidos em sérias violações dos direitos humanos, assim como contratados para forças militares e companhias de segurança no Iraque e outras zonas.

Faiza Patel, que dirige o grupo de trabalho, citada pela agência Associated Press, defendeu numa conferência que os países devem cooperar para eliminar o uso dos mercenários e para regular as actividades das forças armadas e das empresas de segurança.

"Os eventos recentes em África demonstram claramente que os problemas criados pelos mercenários são ainda um assunto vivo," disse, acrescentando que estes trabalhadores estrangeiros contratados estão a ser usados de maneiras novas.

"Os mercenários continuam a ser recrutados e estão activos em diversas partes do mundo," denuncia o relatório.

Faiza Patel defendeu que a solução para este problema passa por uma convenção internacional que definisse as actividades que não podem ser empreendidas por estas companhias.