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ONU diz que reconhecimento dos separatistas viola soberania da Ucrânia

ONU diz que reconhecimento dos separatistas viola soberania da Ucrânia

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a decisão da Rússia em reconhecer a independência dos territórios separatistas "é uma violação da integridade territorial e da soberania da Ucrânia".

É "incompatível com os princípios da Carta das Nações Unidas", salientou o diplomata português através de um comunicado.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, reconheceu, na segunda-feira, a independência dos territórios separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, com os quais assinou tratados de amizade e assistência mútua e determinou o envio do Exército russo para "manutenção da paz" neste região.

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A secretária-geral adjunta da ONU para os Assuntos Políticos, Rosemary DiCarlo"lamentou profundamente" esta decisão da Rússia. "As próximas horas e [os próximos] dias serão críticos. O risco de um grande conflito é real e deve ser evitado a todo o custo", disse Rosemary DiCarlo a norte-americana numa reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia.

Numa rara reunião noturna do órgão mais poderoso da ONU, a secretária-geral adjunta disse que todos os envolvidos devem procurar encerrar as hostilidades imediatamente.

DiCarlo expressou profunda preocupação com relatos de vítimas civis, ataques a infraestruturas civis e a escalada de bombardeamentos entre áreas controladas pelo governo e os separatistas apoiados pela Rússia.

Monitores da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) registaram 3231 violações do cessar-fogo na área de Donbass, no leste da Ucrânia, de sexta a domingo, disse.

A maioria dos membros do Conselho de Segurança condenou a decisão do Presidente russo, Vladimir Putin, durante a reunião de emergência.

"Quem é o próximo" a ser invadido, questionou o embaixador da Albânia, Ferit Hoxha, condenando o que considerou ser "uma violação do direito internacional".

O representante da Índia, TS Tirumurti, expressou "profunda preocupação" e pediu "contenção de todas as partes".

O ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Yoshimasa Hayashi, qualificou "a decisão russa intolerável".

"O Japão acompanha a situação na Ucrânia com grande preocupação" e "coordenará a resposta civil, incluindo sanções, junto com a comunidade internacional e o G7", disse o diplomata japonês.

Vladimir Putin ordenou a mobilização do Exército russo para "manutenção da paz" nos territórios separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, que reconheceu como independentes.

Putin assinou dois decretos que pedem ao Ministério da Defesa russo que "as Forças Armadas da Rússia [assumam] as funções de manutenção da paz no território" das "repúblicas populares" de Donetsk e Lugansk, de acordo com a agência de notícias France-Presse.

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