África

ONU pede aos governos africanos que apostem na agricultura

ONU pede aos governos africanos que apostem na agricultura

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação instou, esta quinta-feira, a comunidade internacional a continuar a apoiar as missões no Corno de África e os governos locais a apoiarem os agricultores para prevenirem futuras crises alimentares.

Várias organizações internacionais, entre as quais a FAO, o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), a União Africana, e os ministros da agricultura dos países do Corno de África, estiveram reunidos em Roma para debater a crise humanitária vivida na região africana.

A principal conclusão que saiu do encontro foi a necessidade de combater a crise no imediato, mas, ao mesmo tempo, criar condições para que as populações do Corno de África previnam crise futuras.

"Devemos ir mais longe e tomar medidas para evitar calamidades futuras. Se os governos e os seus parceiros não investem na agricultura, a fome que grassa agora e tentamos combater irá voltar outra vez para nos envergonhar", advertiu o director-geral da FAO, Jacques Diouf.

A mesma ideia foi reiterada pelo vice-presidente do FIDA, Yukiko Omura, que sublinhou que "alimentar os famintos não significa acabar com a fome", a menos que se ajude as pessoas a precaver o futuro.

"Nós não podemos acabar com as secas, mas podemos controlar a fome. Para que isso aconteça é necessário apoiar os agricultores para que eles possam alimentar as famílias e a comunidade", sustentou.

A crise humanitária que afecta a zona do Corno de África, mais concretamente a Somália, atingiu já mais de 12 milhões de pessoas, um total de 800 mil refugiados e 1,4 milhões de deslocados internos, de acordo com dados da ONU.

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