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Onze anos de prisão por matar Rafiki, um raro gorila do Uganda

Onze anos de prisão por matar Rafiki, um raro gorila do Uganda

O homem que matou Rafiki, um dos gorilas mais conhecidos das montanhas do Uganda, foi condenado a onze anos de prisão.

Felix Byamukam foi considerado culpado de entrar ilegalmente numa área protegida e matar um gorila, embora tenha alegado que o animal o atacou e por isso agiu em autodefesa.

"Foi feita justiça por Rafiki", defende a autoridade de defesa da vida selvagem do Uganda (Uganda Wildlife Authority, UWA), sublinhando que os gorilas da montanha estão em perigo de extinção, existindo apenas mil animais.

Rafiki era um gorila prateado com 25 anos, líder de um grupo de 17 gorilas da montanha, que estava habituado ao contacto com o homem, por ser uma popular atração turística e fonte de receitas para a preservação da vida animal.

"A morte de Rafiki deixa o grupo instável e há possibilidade de se separarem. Não há um líder agora", explicou Bashir Hangi, da UWA, citado pela BBC.

Felix Byamukam foi ainda considerado culpado pela morte de um pequeno antílope e um porco-bravo.

Em declarações à UWA, admitiu que entrou com outros três homens no Parque Nacional Impenetrável de Bwindi, nas montanhas do extremo sudoeste do Uganda, com o objetivo de matar pequenos animais e que matou Rafiki em autodefesa quando foi atacado.

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O gorila desapareceu a 1 de junho e o seu corpo foi descoberto no dia seguinte.

Os outros três homens negaram as acusações e estão detidos a aguardar julgamento.

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