Honduras

Oposição hondurenha anuncia recurso por "fraude" nas eleições

Oposição hondurenha anuncia recurso por "fraude" nas eleições

A oposição hondurenha anunciou esta quarta-feira que apresentou um recurso por "fraude" junto da autoridade eleitoral para exigir o cancelamento da reeleição do presidente Juan Orlando Hernandez, fortemente contestada no país.

O candidato da oposição, Salvador Nasralla, anunciou na sexta-feira que renunciava à disputa pela vitória sobre o ex-chefe de estado cessante, depois dos Estados Unidos terem dado os parabéns a Hernandez.

Contudo, o coordenador da Aliança da Oposição à Ditadura (esquerda), Manuel Zelaya, interpôs o recurso na noite de terça-feira para esta quarta-feira, denunciando a "fraude na contagem de votos e a falsificação das atas".

Apesar do anúncio de retirada, Salvador Nasralla reuniu-se novamente com Manuel Zelaya para implementar uma estratégia de mobilização em caso de rejeição do apelo.

Dois recursos anteriores da oposição já foram rejeitados pelo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE).

O presidente Hernandez, de 49 anos, foi oficialmente declarado vencedor das eleições de 26 de novembro com 42,95% contra 41,42% da Nasralla, um popular apresentador de televisão de 64 anos sem experiência política.

No final das eleições, na ocasião da publicação de resultados parciais, com 57% dos votos contados, Nasralla aparecia com uma vantagem clara sobre o adversário.

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Entretanto, Hernandez assumiu a liderança após uma série de interrupções no sistema de contagem de TSE.

Após a proclamação oficial do TSE, os opositores bloquearam ruas nas Honduras por vários dias e entraram em confronto com polícias e soldados, que usaram gás lacrimogéneo para dispersá-los.

De acordo com os números de Zelaya, 34 pessoas foram mortas durante essas manifestações.

As Nações Unidas e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenaram "o uso excessivo da força usada para dispersar as manifestações" que "levaram à morte de 12 manifestantes" e a brutalidade cometida sobre os manifestantes presos.

Uma dúzia de países, incluindo os Estados Unidos, reconheceram Hernandez como o presidente eleito.

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