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Opositora ucraniana livre, presidente diz que não sai

Opositora ucraniana livre, presidente diz que não sai

As notícias da saída do presidente ucraniano de Kiev e a libertação da opositora Iulia Timochenko foram recebidas com euforia pelos milhares de manifestantes concentrados junto ao Parlamento. Os grupos de resistência alargaram a sua ação a outras zonas de Kiev, controlando o acesso a vários edifícios do Estado.

Logo de manhã, a polícia, que declarou este sábado estar "ao lado do povo", abandonou a zona circulante da praça da Independência, em Kiev, momento aproveitado pelos manifestantes para apreenderem dois camiões de canhões de água. Ouça o relato do enviado do JN a Kiev.

Foi a debandada. A praça da Independência foi deixada aos manifestantes que apreenderam dois camiões de água da polícia e outros veículos militares para serem usados como bloqueio.

Na praça correu a notícia de que o presidente ucraniano, Viktor Ianukovitch, tinha deixado a capital do país durante a noite. Um alto diplomata norte-americano, citado pela agência France Presse, diz que o chefe de Estado se dirigiu para a cidade de Kharkiv, considerada a sua base política oriental. Notícia confirmada mais tarde já que foi desta cidade que o presidente falou ao país através de uma televisão local.

Pouco depois, o Parlamento elegeu como presidente o braço direito da opositora Iulia Timochenko, que entretanto foi colocada em liberdade, momento recebido em euforia pelos grupos resistentes concentrados no local e noutras zonas da capital.

Na cidade viu-se ainda uma bandeira portuguesa, numa barricada montada junto ao estádio do Dínamo de Kiev, que divide a praça do Parlamento ucraniano.

À praça continuam a chegar ucranianos solidários com os manifestantes, alguns com flores para depositar numa espécie de memorial pelas vítimas mortais dos confrontos dos últimos dias, outros com material bélico, mostrando a intenção de continuar a defender a praça.

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