COP25

Organizações denunciam "lavagem verde" de empresas poluentes em Madrid

Organizações denunciam "lavagem verde" de empresas poluentes em Madrid

Cinco organizações ecologistas europeias realizaram esta quinta-feira um "passeio tóxico" em Madrid, para denunciarem a "lavagem verde" que algumas das empresas e instituições bancárias "mais poluentes" fazem na cimeira do clima da ONU (COP25), que decorre na capital espanhola.

O "tour" começou junto ao Palácio da Bolsa e terminou em frente ao Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação.

As organizações Ecologistas em Ação, Amigos da Terra, Bank Track, Observatório Corporativo Europeu e Gastivists promoveram, à margem da COP25, a iniciativa para denunciarem os abusos dos grupos de interesse do "capitalismo fóssil".

Junto ao Palácio da Bolsa, uma ativista da Bank Track, Lise Mason, criticou "as políticas destrutivas" de algumas empresas do IBEX 35 (principal índice de referência da bolsa espanhola), do setor elétrico e das infraestruturas, que "patrocinam grandes espaços na COP25 e compram primeiras páginas" de jornais.

Segundo a ativista, estas empresas "têm uma enorme capacidade para influenciar as negociações climáticas para que os seus interesses não sejam menosprezados", apesar de contribuírem para a crise climática, uma vez que obtêm "mais de metade da energia elétrica que produzem a partir da queima de carvão e gás".

Numa das paragens do percurso, no Museu do Prado, um outro ativista, Héctor de Prado, da organização Amigos da Terra, realçou que a empresa energética que patrocina o museu "usa as instituições culturais e desportivas para melhorar a sua imagem".

Em frente ao edifício do Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação, onde terminou o "passeio tóxico", um membro do Observatório Corporativo Europeu criticou o ex-comissário europeu da Energia e Ação Climática Miguel Arias Cañete, por ter mantido "70% dos seus encontros com a indústria fóssil".

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