Segurança

Os homens de negro que correm ao lado do presidente Kim Jong-un

Os homens de negro que correm ao lado do presidente Kim Jong-un

Correm sem parar ao lado da limusine que transporta Kim Jong-un e já são uma imagem de marca. De fato e gravata são uma das forças de segurança mais misteriosas da atualidade e estão em Singapura para a reunião entre o líder norte-coreano e Donald Trump, na terça-feira.

Para além de Kim e Trump há um conjunto de homens que está sob todos os holofotes horas antes da cimeira que vai juntar dois dos mais polémicos dirigentes mundiais da atualidade. Os seguranças ficaram conhecidos na reunião entre os líderes das duas Coreias, em abril.

As imagens pouco habituais de um grupo de homens a correr ao lado de uma limusine rapidamente se espalharam pelas redes sociais e deixaram muitas pessoas curiosas. O encontro entre o líder da Coreia do Norte e o presidente dos EUA, em Singapura, na próxima terça-feira, é mais uma oportunidade para serem vistos em ação.

Estes homens fazem parte de um grupo denominado "Partido Central #6", um conjunto restrito de seguranças. São escolhidos entre os recrutas do Exército Popular da Coreia e formam uma linha próxima junto ao veículo que transporta Kim Jong-un.

Os soldados devem ter aproximadamente a mesma altura do líder norte-coreano e não podem ter qualquer problema de visão. Além disso, têm que apresentar bons resultados ao nível da pontaria quando disparam armas e são exímios praticantes de artes marciais.

"Os seguranças que correm ao lado do carro de Kim Jon-un e que funcionam como escudo humano são escolhidos a dedo pela sua capacidade física, pontaria, capacidade de artes marciais e até pela aparência", escreveu Laura Bicker, correspondente da "BBC", em Seul, capital da Coreia do Sul.

Investigação ao passado familiar antes do treino avançado

Mesmo cumprindo todos estes requisitos, todos os aspirantes a entrar nesta equipa restrita são sujeitos a uma investigação aos seus antepassados que pode ir até três gerações. Grande parte destes seguranças são mesmo parentes de Kim ou fazem parte da elite máxima do país.

Depois de serem aprovados, começam um treino específico semelhante ao que é imposto aos soldados das operações especiais. Têm de desenvolver as aptidões na lide de armas, técnicas de evasão e uma grande variedade de artes marciais. São ainda submetidos a exigentes desafios de resistência física e trabalham procedimentos comportamentais.

A esfera 360 que tudo controla

Sempre que Kim vai para um encontro, os guarda-costas formam um perímetro de 360 graus para que nada do que está a acontecer à volta do carro escape da visão deste grupo de elite. A correr, atrás ou à frente do carro, o grupo mais próximo é composto por três ou cinco guardas, incluindo o responsável máximo. Ao lado deste estão mais quatro ou seis guardas, três à direita e outros três à esquerda.

Destacados no interior do regime, estes são dos poucos soldados que podem usar armamento quando estão perto de Kim. Mesmo assim, a sua principal arma não é o poder de fogo, mas a capacidade de observação e de neutralização de qualquer ameaça com as mãos e o corpo.

Apesar da obsessão tecnológica do regime de Pyongyang, os guardas não usam "gadgets" muito evoluídos para falarem. Para comunicaram usam passwords e algumas frases por código.

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