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Os mais ricos do Mundo doaram para a Covid-19, mas há quem diga que foi pouco

Os mais ricos do Mundo doaram para a Covid-19, mas há quem diga que foi pouco

Bill Gates, Jack Dorsey, Mark Zuckerberg, Jack Ma, Mukesh Ambani. Os multimilionários a quem a crise nem faz cócegas abrem cordões à bolsa para ajudar a combater a pandemia.

Será pura solidariedade e vontade de ajudar? Ou apenas mais um investimento na imagem e um grande golpe de relações públicas? Seja o que for, as últimas semanas têm trazido várias notícias de bilionários a anunciar donativos avultados para o combate ao novo coronavírus. Os mais ricos do Mundo estão a responder à chamada, em forma de milhões e milhões de dólares, na busca de soluções para a pandemia que mudou a face do planeta e também à procura de minorar os efeitos de uma crise económica que pouco ou nada os incomoda a nível pessoal, tal a grandeza das respetivas contas bancárias.

O primeiro a entrar em ação foi Bill Gates. Logo no dia 5 de fevereiro, quando a Covid-19 ainda não tinha atacado em força nos EUA nem na Europa, o criador da Microsoft, através da fundação que abriu em conjunto com a mulher, Melinda, doou 100 milhões de dólares (cerca de 91 milhões de euros) a instituições que investigam uma vacina e já se mostrou preparado para passar cheques ainda maiores. "O que são alguns milhares de milhões de dólares perto do que esta crise vai custar? Vale a pena gastá-los", disse Gates.

O mais generoso até agora foi Jack Dorsey, cofundador da rede social Twitter, que a 7 de abril anunciou uma doação de mil milhões de dólares (914 milhões de euros), perto de 28% da fortuna que lhe é atribuída, para ações de caridade dirigidas aos mais afetados pela pandemia. O dinheiro surgiu através da colocação no mercado de ações da Square, uma plataforma de pagamentos digitais que Dorsey também dirige.

Mark Zuckerberg, dono do Facebook, a mais famosa das redes sociais, foi menos exuberante quando, a 27 de março, doou 25 milhões de dólares (23 milhões de euros) à fundação de Bill e Melinda Gates, com o objetivo de ajudar à procura de um tratamento eficaz para a doença.

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Yuans também valem

Do país que deu à luz o vírus chegou a contribuição de Jack Ma, o homem mais rico da China, dono da Alibaba, grupo de e-commerce cujo volume de negócios já superou o do conhecido e-Bay, que doou 100 milhões de yuans (cerca de 13 milhões de euros) a duas organizações governamentais chinesas que trabalham na produção de uma vacina.

Na Índia, o empresário mais rico, Mukesh Ambani, não quis ficar quieto e já anunciou que vai passar um cheque de 66 milhões de dólares (60 milhões de euros) ao primeiro-ministro do país, Narendra Modi, para a criação de um fundo de emergência, já depois de ter financiado a construção de um hospital destinado em exclusivo a doentes Covid, em Mumbai.

Jeff Bezos deu 100 milhões mas chamaram-lhe forreta

Pelas contas oficiais, o homem mais rico do Mundo é Jeff Bezos, fundador da Amazon, que doou 100 milhões de dólares (91 milhões de euros) a uma organização de bancos alimentares denominada "Feeding America". A instituição norte-americana agradeceu, dizendo que se trata da "maior contribuição" que alguma vez recebeu, capaz de "mudar um número incontável de vidas", mas as redes sociais fizeram questão de relativizar a oferta. E é de facto uma questão de perspetiva. Tendo em conta que Bezos possui uma fortuna avaliada em 123 mil milhões de dólares (112 mil milhões de euros), a doação aos bancos alimentares da "Feeding America" representa apenas cerca de 0,1% do dinheiro que Bezos terá nas intermináveis contas bancárias. Talvez para espanto do próprio, não faltou quem lhe chamasse forreta.

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