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Os pontos-chave do quinto dia da invasão russa à Ucrânia

Os pontos-chave do quinto dia da invasão russa à Ucrânia

Ao quinto dia da ofensiva russa na Ucrânia, começou e terminou a primeira ronda de negociações entre Moscovo e Kiev, que assinou formalmente o pedido de adesão à União Europeia. Enquanto isso, o número de ataques e de vítimas não pára de aumentar. Leia abaixo os principais pontos que marcaram o dia.

- Pelo menos 102 civis morreram e 304 ficaram feridos na Ucrânia desde quinta-feira, mas os números reais são "consideravelmente mais altos", estimou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O último balanço do Governo ucraniano eleva para 352 o número de mortes.

- Começaram negociações entre a Ucrânia e a Rússia na Bielorrússia. Kiev apontou como objetivo do encontro de delegações um "cessar-fogo imediato e a retirada das tropas". Do lado russo, o negociador Vladimir Medinsky disse que Moscovo quer chegar a um acordo do interesse de ambas as partes. A primeira ronda terminou com a promessa de mais reuniões "nos próximos dias".

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- Antes do encontro, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky (que está fora da delegação ucraniana nas negociações), apelou diretamente às tropas russas para pararem os combates - "Largem as armas e saiam", disse num vídeo - e assinou formalmente o pedido de adesão à União Europeia. Um alto funcionário da UE abriu a porta à discussão, mas remeteu-a para uma cimeira em março.

- Um míssil russo matou dezenas e feriu centenas de civis em Kharkiv, uma das cidades ucranianas mais atingidas pelos combates, disse o ministro do Interior.

- As sirenes de ataque aéreo voltaram a soar em Kiev, onde se ouviram explosões. Em Chernihiv, a cerca de 150 quilómetros da capital, um míssil atingiu um prédio residencial no centro da cidade, provocando um incêndio.

- A ONU estimou que, desde quinta-feira, mais de meio milhão de pessoas tenham saído da Ucrânia para nações vizinhas. A União Europeia assegurou que será garantido aos refugiados o direito a viver e trabalhar nos 27 Estados-membros durante os próximos três anos.

- A Amnistia Internacional denunciou o uso de bombas de fragmentação (proibidas desde 2010 por uma convenção internacional que nem Moscovo nem Kiev assinaram) num ataque contra uma creche em Okhtyrka, na sexta-feira, defendendo que o caso deve ser investigado como "crime de guerra".

- Os aliados ocidentais da Ucrânia reforçaram o envio de armas para as tropas ucranianas (só a Finlândia anunciou o envio de 2500 espingardas de assalto, 150 mil cartuchos e 1500 armas antitanque).

- A Turquia, com boas ligações tanto a Kiev como a Moscovo, vai implementar um pacto internacional que irá potencialmente limitar o acesso de navios russos ao Mar Negro pelo estreito de Dardanelos, controlado por Ancara, para evitar uma escalada da violência na Ucrânia. O país reconheceu oficialmente no domingo "o estado de guerra", o que o autoriza, sob a Convenção de Montreaux, a bloquear embarcações em caso de conflito.

- O presidente francês, Emmanuel Macron, conversou com o líder russo, Vladimir Putin, reiterando as exigências para que Moscovo interrompa a ofensiva.

- A Rússia baniu 36 países, incluindo Portugal, do seu espaço aéreo. E disparou o cancelamento de voos de e para Moscovo.

- No desporto, a FIFA e a UEFA suspenderam os clubes de futebol russos e a seleção nacional de todas as competições internacionais. E o conselho executivo do Comité Olímpico Internacional recomendou que as federações desportivas internacionais proíbam atletas russos e bielorrussos de competir em eventos.

- O rublo russo (a moeda do país) caiu hoje 40 por cento, depois de serem anunciadas sanções internacionais sem precedentes contra o sistema financeiro de Moscovo. O Banco Central Europeu revelou que a filial europeia do Sberbank da Rússia está "falida ou suscetível de ir à falência" devido a levantamentos de depósitos.

- A Ucrânia exigiu que a Rússia seja expulsa da Interpol, acusando o país de usar a Organização Internacional de Polícia Criminal para deter opositores políticos por todo o mundo, nomeadamente na Ucrânia.

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