Liberdade condicional

Oscar Pistorius, atleta olímpico que matou namorada, pode sair da prisão

Oscar Pistorius, atleta olímpico que matou namorada, pode sair da prisão

O atleta olímpico sul-africano Oscar Pistorius, condenado a uma pena de 13 anos e meio pelo assassinato da namorada em 2013, já é elegível para liberdade condicional.

De acordo com um e-mail da advogada da família da vítima, Tania Koen, Pistorius está pronto para uma possível libertação antecipada desde julho e pode vir a encontrar-se com June e Barry Steenkamp, pais de Reeva, a namorada que assassinou. A informação deixou a família "chocada e surpreendida".

Segundo o "The Washington Post", a advogada recusou-se a comentar o que o casal poderia vir a dizer a Pistorius se se encontrassem pessoalmente. June perdoou Pistorius "por causa da sua fé" e Barry "acha difícil, mas está pronto para iniciar um diálogo".

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As autoridades sul-africanas seguem uma política de "justiça restaurativa" e defendem que o encontro entre as vítimas e os infratores pode ajudar a fortalecer as primeiras e prevenir a reincidência dos segundos. As vítimas, contudo, podem recusar-se a fazer parte do processo

O processo de liberdade condicional também exige relatórios de psicólogos e assistentes sociais sobre a reabilitação e remorso de Pistorius.

Morta a tiro no Dia de São Valentim

Reeva Steenkamp, modelo e assistente legal, foi assassinada por Pistorius, um dos atletas mais famosos da África do Sul. O casal namorava há vários meses quando Pistorius disparou quatro tiros através de uma porta trancada da casa de banho do seu apartamento em Pretória. O incidente ocorreu no Dia de São Valentim de 2013.

O atleta nunca assumiu a culpa, alegando ter confundido a namorada com um intruso.

Condenado inicialmente por homicídio por negligência, Pistorious acabou por ser considerado culpado de homicídio, recebendo a sentença de 13 anos e meio de prisão, depois de um tribunal sul-africano ter afirmado que a sentença anterior de seis anos era "chocantemente leniente".

No ano anterior ao assassinato de Reeva Steenkamp, Pistorius foi o primeiro atleta sem as duas pernas a participar nos Jogos Olímpicos, em Londres, tendo usado próteses em forma de lâmina que lhe valeram a alcunha de "Blade Runner". O velocista tornou-se um modelo para pessoas com deficiência em todo o mundo até ser julgado por assassinato.

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