Israel

Segundo palestiniano morto a tiro esta sexta-feira em Jerusalém

Segundo palestiniano morto a tiro esta sexta-feira em Jerusalém

As forças israelitas abateram, esta sexta-feira, a tiro um palestiniano durante confrontos no bairro de Al-Tur, em Jerusalém Oriental (zona ocupada e anexada por Israel), a segunda vítima mortal do dia, informou o Ministério da Saúde palestiniano.

A morte desta segunda vítima também foi confirmada pela porta-voz do Mukassed Hospital em Jerusalém, Bayan Baidoun, que precisou que o palestiniano foi morto a tiro durante os confrontos com a polícia israelita.

Um outro palestiniano já tinha sido hoje morto a tiro em outro bairro de Jerusalém Oriental, mas as circunstâncias da sua morte ainda não são claras.

Confrontos ocorreram hoje entre palestinianos e as forças de segurança israelitas nas imediações da Esplanada das Mesquitas, na cidade velha de Jerusalém (Jerusalém Oriental), o terceiro local mais sagrado para o islamismo.

Após um ataque ocorrido na passada sexta-feira, Israel decidiu impor fortes limitações de acesso à zona da Esplanada das Mesquitas, nomeadamente a instalação de detetores de metais.

Hoje, sexta-feira (o dia sagrado para os muçulmanos), os israelitas decidiram proibir o acesso à zona aos palestinianos com menos de 50 anos.

A unidade palestiniana do Crescente Vermelho, organização federada com a Cruz Vermelha Internacional, informou que 41 palestinianos foram transportados para hospitais e clínicas com ferimentos provocados por fogo real, balas de borracha e agressões. Cerca de 150 palestinianos foram tratados devido a inalação de gás lacrimogéneo.

A Esplanada das Mesquitas (que inclui a mesquita Al-Aqsa e a Cúpula da Rocha), um dos pontos mais controversos do conflito israelo-palestiniano, é o terceiro lugar sagrado do Islão depois de Meca e Medina, na Arábia Saudita.

Para os judeus, é o local do segundo Tempo, destruído pelos romanos no ano 70.

O muro das Lamentações, um vestígio do segundo Tempo, está situado nas proximidades.

O local rege-se segundo um estatuto herdado do conflito de 1967: tanto judeus quanto muçulmanos podem visitar o lugar sagrado com vista para a cidade velha de Jerusalém, mas os judeus não têm o direito de aí rezar.

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