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Afro-americano alvejado sete vezes pela polícia já não está algemado à cama do hospital

Afro-americano alvejado sete vezes pela polícia já não está algemado à cama do hospital

Jacob Blake, mesmo paralisado da cintura para baixo, esteve algemado à cama de hospital, depois de no domingo ter sido alvejado sete vezes nas costas por um polícia. A "CNN" avança que o afro-americano tinha um mandado de prisão e por isso, estava a ser vigiado pelas autoridades.

"De domingo, 23 de agosto a sexta-feira, 28 de agosto, enquanto recebia tratamento num hospital local, o Sr. Jacob Blake permaneceu sob custódia por um mandado de prisão por crime no condado de Kenosha emitido em julho", disse o gabinete do xerife do condado de Milwaukee.

Durante esta tarde, a família mostrou-se indignada por Jacob Blake receber este tratamento por parte da polícia. "Porquê é que este aço frio está no tornozelo do meu filho? Ele não se pode levantar mesmo que quisesse", questionou na CNN.

O pai contou que quando o filho recuperou a consciência no hospital, lhe perguntou: "Porque dispararam contra mim tantas vezes", tendo-lhe respondido: "Não era suposto eles terem disparado de todo".

O governador democrata de Wisconsin, Tony Evers, lamentou em conferência de imprensa que Jacob Blake tivesse que ser algemado.

"Gostaria que pudéssemos encontrar uma maneira melhor de ajudá-lo a recuperar. Para mim parece contraproducente", afirmou.

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A violência policial que deixou Blake gravemente ferido no passado domingo em Kenosha, no Wisconsin, foi o pretexto para o desencadear de manifestações populares que apanharam pela frente milícias integradas por caucasianos e que redundou na passada terça-feira na morte de duas pessoas, assassinadas a tiro por um miliciano.

O autor das duas mortes, um jovem caucasiano de 17 anos, foi esta sexta-feira formalmente acusado de cinco crimes, que incluem homicídio voluntário de primeiro grau e homicídio imprudente de primeiro grau, bem como de posse de arma perigosa, que lhe podem custar uma pena de prisão perpétua.

O caso de violência policial contra Jacob Blake ocorreu cerca de três meses depois da morte do também afro-americano George Floyd, sufocado por um polícia caucasiano a 25 de maio, em Minneapolis.

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