Greve de Fome

Pai de vítima do "Sewol" deixa greve de fome após 46 dias

Pai de vítima do "Sewol" deixa greve de fome após 46 dias

O pai de uma das vítimas do ferry sul-coreano "Sewol" pôs fim a uma greve de fome que mantinha há 46 dias em protesto contra o Governo e que inspirou milhares de pessoas que se juntaram "online" à sua causa.

Kim Young-oh, pai de uma dos 250 estudantes que morreram no naufrágio so "Sewol", converteu-se num símbolo da luta das famílias que reclamam uma investigação independente ao acidente, e foi internado na sexta-feira no hospital com graves sintomas de desnutrição.

Depois de quase uma semana hospitalizado, Kim Young-oh decidiu colocar fim à greve de fome devido à sua saúde e a pedido da sua família e parentes de outras vítimas.

No entanto, familiares de outras vítimas pretendem continuar o protesto, alguns deles em greve de fome, disse um representante das famílias em declarações à agência Yonhap.

Há mais de um mês que familiares das vítimas do "Sewol" acamparam em protesto contra o Governo na praça Gwanghwamun, de Seul, tendo algumas pessoas, como Kim, entrado em greve de fome, iniciativa que já conquistou o apoio de mais de 25 mil pessoas na internet, que dá a oportunidade aos subscritores de se unirem à greve por, pelo menos, um dia.

No naufrágio do "Sewol", onde seguiam 476 pessoas, morreram 304, a maioria estudantes que realizavam uma viagem de férias.

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