Canadá

Pai mata filhas para não descobrirem que assassinou a mãe

Pai mata filhas para não descobrirem que assassinou a mãe

Um homem canadiano de 35 anos foi condenado a prisão perpétua por ter assassinado a mulher e depois as duas filhas, Karina e Yesenia, de sete e nove anos. O homicida confessou que matou as meninas por acreditar que era melhor "irem para o céu" do que viverem num mundo onde o pai matou a mãe.

O caso remonta a 17 de dezembro de 2017, o dia em que Jacob Forman teve um acesso de fúria, após ser confrontado pela esposa Clara por causa dos problemas com o álcool, e a matou atingindo-a três vezes na cabeça com uma marreta.

Logo após o crime, Forman foi com as filhas limpar a neve da rua e levou-as à igreja. Quando voltaram para casa, sufocou ambas as meninas sob o pretexto de ser um jogo divertido que as faria desmaiar.

Segundo os dados revelados pela CBS, cadeia televisiva americana, Jacob Forman também admitiu que foi trabalhar nos dois dias seguidos aos assassinatos, e que manteve os corpos escondidos na garagem. Num desses dias comprou produtos de limpeza para tentar retirar o sangue de um tapete.

Os corpos foram encontrados dois dias depois do crime, após os colegas de trabalho de Clara terem entrado em contacto com a polícia por estarem preocupados com o seu bem-estar.

Na confissão, Jacob admitiu ter matado Clara no quarto de ambos, local onde o corpo ficou enquanto levou as filhas à igreja. Quando as crianças perguntaram pela mãe, ele disse apenas que estaria a descansar por não se estar a sentir bem.

A CBS revelou ainda que a irmã de Clara disse que ela e os pais se preocupavam profundamente com Jacob Forman. "Não olhamos para Jacob como apenas um criminoso. Nós olhamos para ele como uma pessoa que está a passar por isto connosco, com uma enorme quantidade de dor que não conseguimos entender", disse April Carlson. "Confiamos que a justiça prevalecerá."

Jacob Forman, descrito aquando da sua prisão como um cristão devoto, ouviu a sentença na segunda-feira na Colúmbia Britânica, província do Canadá. Declarou-se culpado do assassinato e está condenado a pena perpétua sem possibilidade de pedir liberdade condicional durante 35 anos.