Espanha

Pais condenados por consentir mutilação genital de bebé

Pais condenados por consentir mutilação genital de bebé

Pais que tinham consentido e praticado a mutilação genital da filha, de um ano, foram, esta quarta-feira, condenados a dois e seis anos de prisão, em Espanha.

A Promotoria espanhola pediu seis anos, mas a Defesa alegou que a mutilação tinha sido realizada na Gâmbia, um país da África Ocidental, onde a prática é permitida.

O Tribunal acabou por provar que a prática tinha ocorrido em Espanha, porque a criança tinha feito uma revisão clínica aos seis meses, na qual o pediatra responsável a declarou como saudável.

A ocorrência foi detectada a 25 de Maio de 2010, aos 12 meses, num exame similar. O pediatra alertou de imediato as autoridades, ao constatar que a menina não tinha clitóris e apresentava uma cicatriz recente.

Além destas provas, o tribunal também teve em conta o facto da menina não ter feito nenhuma viagem, no período de tempo entre as duas visitas ao médico.

Este é o primeiro caso de mutilação feminina que chega aos tribunais espanhóis. A prática consiste na extracção total ou parcial dos genitais externos por motivos culturais e não terapêuticos.

Segundo a Unicef, cerca de 70 milhões de meninas e mulheres foram submetidas à mutilação genital em África, embora nos últimos anos os casos tenham aumentando na Europa, Austrália, Canadá e nos Estados Unidos, por causa da emigração.

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