Cheias

Países Baixos vão retirar mais de 10 mil residentes de cidades próximas do rio Meuse

Países Baixos vão retirar mais de 10 mil residentes de cidades próximas do rio Meuse

Pelo menos 10.700 pessoas vão ser retiradas esta sexta-feira na cidade de Venlo e arredores, na província holandesa de Limburg, como medida de precaução devido aos elevados níveis de água atingidos pelo rio Meuse.

As áreas a serem evacuadas são as mais baixas ao longo do rio, como é o caso da cidade de Arcen, que vai ficar completamente vazia porque toda a população será retirada.

Um hospital de Venlo também está a ser evacuado, incluindo os 200 pacientes que estão nas urgências, dos quais 40 encontram-se debilitados, e todos os pacientes vão ser transferidos para outros hospitais da região.

IJsbrand Schouten, da direção do hospital, frisou que a possibilidade de desabamento do centro hospitalar é "relativamente baixa", mas destacou ser "um risco que não pode ser corrido" e destacou que todo o hospital deve ser totalmente evacuado antes das 3 horas locais (2 horas em Portugal continental), horário em que o Meuse deve atingir o pico.

Por outro lado, o dique de Meerssen, cidade próxima à fronteira holandesa com a Bélgica, está a ser reforçado pelo Exército com sacos de areia, depois de parte da estrutura ter desabado esta manhã, mas a água continua a entrar pela rutura, ameaçando cidades próximas.

As corporações de bombeiros de 13 regiões de segurança mudaram-se para Limburg para ajudar os colegas, fornecendo bombas de água e máquinas para levar sacos de areia, enquanto as diferentes entidades de água enviam inspetores para os diques da província.

Em mensagem de alerta na rede social Twitter, o comité de segurança de Limburgo garantiu também que o alto nível de água do rio Meuse, a passagem por Roermond e Venlo - no norte da província - é esperada mais cedo do que o previsto, entre a tarde de hoje e a manhã de sábado.

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Além disso, os habitantes de várias aldeias foram incentivados a deixarem as casas o mais rápido possível à procura de porto seguro, "o mais tardar, antes do pôr do sol", porque essas populações podem ficar inacessíveis aos serviços de emergência se o nível do rio aumentar.

"Se decidir ficar em casa, está por sua própria conta e risco", alertou a presidente da Câmara de Bergen, Manon Pelzer.

Na Europa, o balanço do mau tempo provocou até agora pelo menos 126 mortos, a maioria dos quais na Alemanha, onde muitas pessoas continuam desaparecidas, fazendo temer uma tragédia ainda mais grave.

Trata-se da pior catástrofe natural em território alemão desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Além da Bélgica e da Alemanha, as chuvas diluvianas e as consequentes cheias causaram graves danos materiais na Holanda, no Luxemburgo e na Suíça.

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