Pandemia

Países da UE não se entendem sobre distribuição de vacinas extra

Países da UE não se entendem sobre distribuição de vacinas extra

Os Estados-membros da União Europeia (UE) não se entendem quando à forma de distribuir os 10 milhões de doses extra da Pfizer. A reunião de quinta-feira do Conselho Europeu terá ficado marcada pela exigência, por parte da Áustria, de receber uma maior quantidade de fármacos. Angela Merkel não terá gostado.

O assunto foi debatido entre os líderes europeus, de acordo com o Financial Times e com o site Politico. No entanto, não foi abordado na conferência de imprensa que se seguiu nem pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nem pelo primeiro-ministro português e atual presidente do Conselho da UE, António Costa.

Segundo as duas publicações, a oposição ao modo como as vacinas estão a ser distribuídas pelos 27 Estados-membros foi liderada pelo chanceler austríaco, Sebastian Kurz. O chefe do Governo desse país exigiu que fossem destinados mais fármacos à Áustria e, também, à Croácia e à República Checa.

A chanceler alemã, Angela Merkel, terá sido uma das principais opositoras dessa exigência. Sem se referir explicitamente à Áustria, Merkel terá vincado a importância de a UE manter os rácios de divisão de vacinas previamente acordados, embora mostrando "solidariedade" com os países que ainda não atingiram a quantidade devida de fármacos. "É uma quadratura do círculo", terá dito, citada pelo Politico.

Outro país que se opôs às pretensões austríacas foi a Holanda. Embora admitindo auxílio à Croácia, à Letónia é à Bulgária - considerando que esses três países vivem, de facto, situações precárias no que toca à vacinação -, o primeiro-ministro, Mark Rutte, terá dito que, "neste momento", a situação na Áustria "não é má".

Kurz agradece "esforços" de Costa

Perante o impasse, os líderes terão concordado em manter o esquema atual. No entanto, delegaram aos embaixadores dos vários Estados-membros na UE a discussão de pormenores acerca do plano, retirando poderes ao grupo de especialistas encarregue da gestão das vacinas.

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Kurz leu essa alteração como uma vitória, agradecendo a António Costa e a von der Leyen, no Twitter, "pelos seus esforços para encontrar uma boa solução para todos".

Noutro tweet, o chefe do Governo austríaco escreveu que tem trabalhado para que "a lacuna" na vacinação na UE "não aumente mais", fazendo votos para que haja "uma distribuição mais justa de vacinas" no segundo trimestre do ano.

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