Covid-19

Países desfavorecidos com acesso mais fácil e barato a testes rápidos

Países desfavorecidos com acesso mais fácil e barato a testes rápidos

Os países mais desfavorecidos terão um acesso mais fácil a testes antigénios rápidos, uma ferramenta básica para tentar travar a pandemia de covid-19, e a metade do preço atual, anunciou esta sexta-feira a Unitaid.

O acordo entre a Unitaid e a Fundação para o Diagnóstico Inovador "irá aumentar a capacidade das empresas que fabricam estes testes rápidos de deteção de antigénios e satisfazer cerca de metade das necessidades estimadas para países de rendimento baixo e médio, e reduzir o preço para metade, de 5 dólares (4,11 euros) para 2,5 dólares (2,05 euros) cada", disse Hervé Verhoosel, porta-voz da Unitaid, uma organização internacional avalizada pela OMS, durante uma conferência de imprensa da ONU em Genebra.

Segundo o porta-voz, cerca de 264 milhões de testes poderão ser produzidos nos 12 meses após o acordo.

Os testes de infeção covid-19 são um instrumento crucial para um melhor tratamento e também para melhor combater a pandemia, detetando os surtos de infeção o mais cedo possível e podendo assim isolá-los para evitar uma maior propagação do vírus.

Isto é particularmente verdade para os países de baixo e médio rendimento, onde é frequentemente negado aos trabalhadores da saúde o acesso a testes devido a sistemas de saúde fracos e à dependência de fornecimentos estrangeiros, disse Verhoosel.

Enquanto os países ricos administram diariamente 252 testes por 100 mil pessoas, a taxa é 10 vezes inferior nos países mais pobres, com apenas 24 testes por 100 mil pessoas por dia. Esta diferença deve-se, em parte, à falta de meios para explorar testes moleculares mais sofisticados (PCR) e devido às populações estarem dispersas.

Menos eficientes do que os testes PCR, os testes antigénios têm a vantagem de não exigirem análises laboratoriais e darem um resultado em cerca de 15 minutos.

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