Terrorismo

Países muçulmanos pedem "medidas concretas" contra a islamofobia

Países muçulmanos pedem "medidas concretas" contra a islamofobia

Os países muçulmanos pediram esta sexta-feira à comunidade internacional que tome "medidas concretas" contra a islamofobia, após o massacre em duas mesquitas na Nova Zelândia.

A Organização da Cooperação Islâmica (OCI) reuniu em Istambul, Turquia, e pediu "medidas concretas, abrangentes e sistemáticas para remediar para este flagelo".

A entidade referiu, em comunicado após a reunião, que o massacre em Christchurch foi uma das consequências "brutais, desumanas e horríveis" da islamofobia.

Mais cedo, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, tinha dito que o "ódio contra o islão" deve ser combatido da mesma forma que o antissemitismo depois do Holocausto, referindo-se ao ataque terrorista da Nova Zelândia.

"Da mesma forma que se combateu o antissemitismo depois da catástrofe do Holocausto, a humanidade deve combater com a mesma determinação o ódio ao islão", disse o chefe de Estado da Turquia durante a reunião da OCI.

A reunião da organização foi convocada na sequência dos ataques terroristas contra duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia.

Presente na reunião, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Nova Zelândia garantiu que os muçulmanos "vão estar em segurança" no país. "É prioritário garantir que as comunidades muçulmanas se sintam em segurança" disse Winston Peters, durante a reunião da Organização de Cooperação Islâmica.

A polícia da Nova Zelândia anunciou na quarta-feira que identificou as 50 vítimas mortais do duplo ataque às mesquitas de Christchurch, na passada sexta-feira.

O atirador, um australiano nacionalista branco de 28 anos, foi detido e está em prisão preventiva.

Além de divulgar um manifesto anti-imigrantes de 74 páginas, o atirador transmitiu em direto na Internet o momento do ataque.

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