Médio Oriente

Palestina precisa de 5,74 milhões de euros para a Saúde, diz OMS

Palestina precisa de 5,74 milhões de euros para a Saúde, diz OMS

A OMS estima que são necessários 5,74 milhões de euros ao longo de seis meses para responder ao agravamento da crise de saúde na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, submetida a bombardeamentos israelitas.

Num "apelo de emergência", o escritório da Organização Mundial da Saúde para o Mediterrâneo Oriental declarou que as necessidades "para uma resposta completa" sejam de sete milhões de dólares (5,74 milhões de euros) ao longo dos próximos seis meses, para financiar nomeadamente o envio de suprimentos médicos essenciais aos territórios palestinianos.

Desde que a escalada de violência entre Israel e palestinianos começou há quase duas semanas, pelo menos 240 pessoas morreram, a grande maioria palestinianos, e outros milhares ficaram feridos.

Segundo a OMS, é necessário enviar equipamentos para cirurgia de trauma, mas também para combater a pandemia nos territórios palestinianos. A organização internacional também recomendou "a formação de pessoal médico" para atender ao grande número de feridos, o auxílio ao setor de saúde mental ou o envio de pessoal especializado.

24 hospitais ou centros de saúde danificados

Há dez dias, em resposta aos disparos de foguetes do Hamas, o movimento islâmico no poder em Gaza, o exército israelita tem bombardeado o enclave palestiniano. Os confrontos também aumentaram na Cisjordânia, ocupada entre jovens palestinianos e forças israelitas.

De acordo com a OMS, "42 trabalhadores da saúde ficaram feridos e 24 hospitais ou centros de saúde foram danificados". Em Gaza, o único laboratório que realiza testes à covid-19, foi atingido na segunda-feira por um ataque israelita. Antes da escalada militar, as autoridades de Gaza realizavam uma média diária de 1600 testes com uma das taxas de casos positivos mais elevada do mundo (28%) e as unidades de tratamento em hospitais estavam sobrelotados com pacientes.

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Segundo o Ministério da Saúde palestiniano, as atuais paralisações não permitem que as suas equipas acompanhem as pessoas infetadas pelo novo coronavírus e deem continuidade à campanha de vacinação.

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