Cisjordânia

Palestiniano morto por tropas israelitas durante protesto contra novos colonatos

Palestiniano morto por tropas israelitas durante protesto contra novos colonatos

Um palestiniano foi esta sexta-feira morto por disparos de soldados israelitas durante confrontos na Cisjordânia ocupada, indicou o Ministério da Saúde palestiniano.

Zakariya Hmayel, 28 anos foi atingido por balas no tórax na povoação de Beita, a sul de Nablus, durante uma manifestação contra a expansão de colonatos israelitas em terras palestinianas, precisou o ministério em comunicado.

O exército israelita ainda não reagiu ao incidente, referiu a agência noticiosa AFP.

No decurso de uma manifestação contra a instalação de postos avançados de novos colonatos, manifestantes palestinianos lançaram pedras sobre os soldados israelitas na povoação de Beita, sul da Cisjordânia, território palestiniano ocupado pelas forças militares israelitas desde 1967.

Na terça-feira, um palestiniano foi morto no campo de refugiados de Al-Amri, perto de Ramallah (Cisjordânia) por forças israelitas que procuravam um suspeito.

Mais de 25 palestinianos foram mortos em confrontos com o exército israelita na Cisjordânia desde 10 de maio, quando se iniciaram os confrontos entre as Forças Armadas israelitas e o movimento palestiniano Hamas, no poder na Faixa de Gaza.

As duas partes observam um cessar-fogo desde 21 de maio.

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Cerca de 475.000 pessoas habitam hoje nas colónias israelitas na Cisjordânia, onde vivem mais de 2,8 milhões de palestinianos. As colónias israelitas são consideradas ilegais na perspetiva do direito internacional.

Na sequência deste último conflito entre o Estado judaico e o Hamas, a ONU iniciou na quinta-feira uma investigação sobre eventuais violações dos direitos humanos cometidas nos territórios palestinianos e em Israel desde abril, assim como às "causas profundas" das tensões israelo-palestinianas.

A investigação será conduzida pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU presidido por Michelle Bachelet, que já admitiu que os ataques israelitas podem constituir crimes de guerra caso fique provado que a população civil palestiniana foi atingida por bombardeamentos indiscriminados.

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