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PAIGC exige libertação incondicional do seu líder Carlos Gomes Júnior

PAIGC exige libertação incondicional do seu líder Carlos Gomes Júnior

O PAIGC, partido no poder na Guiné-Bissau, exigiu este sábado em comunicado a libertação imediata e incondicional do seu líder e primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, detido quinta-feira à noite no âmbito de um golpe de Estado militar.

No mesmo comunicado, o 'bureau' político do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) exigiu igualmente a libertação de Raimundo Pereira, Presidente interino do país bem como as pessoas detidas no processo do golpe militar.

O PAIGC diz ainda que no âmbito do golpe militar de quinta-feira à noite as casas de alguns membros do Governo foram vandalizadas.

O partido liderado por Carlos Gomes Júnior afirma não reconhecer o autointitulado Comité Militar que reivindica a autoria do golpe militar, pelo que garante que jamais tomará parte numa reunião convocada por aquela estrutura que, diz, "não tem legitimidade democrática".

O partido condena "de forma veemente" o golpe militar do dia 12 de abril e denuncia "as manipulações políticas subjacentes" ao movimento, responsabilizando perante a comunidade nacional e internacional os autores da iniciativa.

O PAIGC diz ainda que "rejeita qualquer proposta ou solução exa democrática e anticonstitucional", embora esteja disponível para um "diálogo aberto e franco" desde que seja dentro do respeito pelas normas do Estado de Direito democrático.

O partido diz que aceita dialogar em nome dos superiores interesses da Nação guineense, mas impõe condições, nomeadamente a libertação do seu líder e do Presidente interino do país.

"O PAIGC exige a libertação imediata e incondicional do Presidente da Republica interino, Dr. Raimundo Pereira, e do primeiro-ministro e candidato do PAIGC às eleições presidenciais antecipadas de 2012, camarada Carlos Gomes Júnior, bem como os demais detidos na ocorrência deste acontecimento", lê-se no comunicado.

Diz ainda o PAIGC que não abdicará "das conquistas democráticas" alcançadas nas eleições legislativas de 2008 que ditaram a sua vitória eleitoral a partir da qual formou um governo, que lembra, termina mandato em novembro deste ano.

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