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Acidente de viação em Angola faz 16 mortos

Acidente de viação em Angola faz 16 mortos

Um total de 16 mortos e quatro feridos graves é o resultado de um acidente de viação ocorrido na localidade do Kulango, município do Lobito, província de Benguela.

O acidente, que vitimou adeptos de uma equipa local de futebol, aconteceu quando a viatura em que viajavam, proveniente da vizinha província do Huambo, embateu contra um camião avariado. A polícia local aponta como causa o excesso de velocidade.

Há um ano, um acidente do género vitimou 24 adeptos de uma equipa de futebol de Luanda, quando regressavam da província do Kuanza Sul.

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Um relatório da Direcção Nacional de Viação e Trânsito (DNVT) divulgado esta terça-feira em Luanda refere que, no primeiro semestre deste ano, morreram 1.898 pessoas e ficaram feridas 7.581, vítimas de 7.795 acidentes rodoviário.

O documento, citado pela agência de notícias angolana, adianta que se verifica uma média de 10 mortes por dia. Comparativamente ao mesmo período de 2012 foram registados menos 241 feridos, numa média de 42 diários.

Do total de mortos, indica ainda o relatório, 681 pessoas morreram atropeladas.

O quadro de estatística da DNVT informa que foram registados 1.639 acidentes por choques de veículos automóveis, que resultaram em 228 mortos e 143 feridos, enquanto 1830 choques de veículos automóveis provocaram 445 mortos e 1.751 feridos.

Os dados da DNVT avançam também que dos 366 choques de veículos contra obstáculos fixo resultaram em 79 mortos e 274 feridos.

"Houve ainda 701 despistes, que provocaram 217 mortos e 902 feridos, 433 capotamentos, com um saldo de 172 mortos e 958 feridos", descreve o relatório.

A capital angolana, Luanda, lidera a lista de acidentes (1.766), seguida das províncias de Benguela (893), Huíla (558), Huambo (491), Bié (443), Lunda Sul (401) e Kuanza Sul (389).

O relatório aponta como principal causa dos acidentes o excesso de velocidade com 1.376 casos, seguido de ultrapassagem irregular, mudança de direcção irregular, estado de embriaguês, não cedência de prioridade, uso de telemóvel durante a condução, a má travessia, falta de precaução e mau estado técnico dos veículos.

Várias estratégias estão a ser criadas para a redução da sinistralidade rodoviária, adianta o relatório, apontando a aprovação dos últimos sete regulamentos do código de estrada, a inclusão da cadeira de educação rodoviária nas escolas, a proibição de mercados paralelos à beira das estradas e ferrovias, entre outras.

As autoridades angolanas receiam que os acidentes rodoviários possam, nos próximos dois anos, passar a ser a principal causa de morte em Angola, ultrapassando a malária e o VIH/SIDA, se não forem redobrados os esforços para combater este fenómeno, salienta igualmente o relatório, que se baseia em dados comparativos de mortes de acidentes de viação e por malária, registadas entre 2011 e 2012.

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