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Ataques contra autocarros no centro de Moçambique fazem três mortos

Ataques contra autocarros no centro de Moçambique fazem três mortos

Três mortos e seis feridos é o resultado de três ataques perpetrados, esta sexta-feira, por homens armados contra autocarros de passageiros na região de Machanga, Sofala, centro de Moçambique.

Segundo o diretor do hospital rural de Muxungué, Pedro Vidamão, a sua unidade hospitalar recebeu três corpos de civis e seis feridos, um dos quais em estado grave, que se faziam transportar em autocarros de passageiros na principal estrada que liga o sul ao norte de Moçambique.

Segundo Pedro Vidamão, os seis feridos apresentam escoriações eventualmente contraídas na altura em que tentaram fugir do interior das viaturas em que viajavam.

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O diretor do hospital rural de Muxungué assinalou que uma das vítimas se encontra em estado grave, pelo que deverá ser transferida para o Hospital Central da Beira, capital da província de Sofala, para receber assistência médica.

Em conferência de imprensa em Maputo, o porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique, Pedro Cossa, assinalou "duas mortes, a de um motorista e seu ajudante", e cinco feridos nos ataques, que atribuiu à Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição no país.

Anteriormente, o administrador do distrito de Chibabava, Arnaldo Machowe, acusou elementos da Renamo de "metralharem" um autocarro da empresa transportadora Etrago, que não terá obedecido a ordens para parar, e um camião de carga, que ficou imobilizado.

"A emboscada ocorreu no rio Ripembe (Machanga). O autocarro não parou, como o motorista não foi atingido continuou em marcha, mas o camião de carga ficou imobilizado e uma senhora ficou ferida, enquanto o motorista e outros fugiram", contou à Lusa Arnaldo Machowe.

Em declarações por telefone à Lusa, uma das vítimas disse terem sido surpreendidos com tiros, dirigidos à cabine da viatura, quando regressavam de Maluvan, situação que, segundo referiu, descontrolou o motorista.

"Apareceram de repente na rua e os tiros vinham de todo lado. Fui atingida de raspão na cabeça e os outros não sei onde estão nem em que situação estão", explicou Mónica Orlando.

A Renamo anunciou na quarta-feira que ia impedir, a partir do dia seguinte, a circulação rodoviária na estrada N1, no troço Muxúnguè-Save, e na Linha Férrea de Sena, como resposta a uma alegada ofensiva prestes a ser lançada pelo exército governamental na Serra de Gorongosa, antiga base militar daquele movimento.

A Serra da Gorongosa foi o local onde o presidente do partido, Afonso Dhlakama, se aquartelou em protesto contra a "ditadura implantada" pelo Governo.

Segundo alegou o partido, o Governo está a "concentrar militares e meios bélicos" na província de Sofala para atacar a Serra da Gorongosa.

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