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Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses acusado de liderar golpe em Bissau

Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses acusado de liderar golpe em Bissau

O chefe da diplomacia guineense, Mamadu Djaló Pires, disse este sábado em Lisboa que os chefes de Estado e do Governo "correm risco de vida".

Cabo Verde estava a par da possibilidade de eclodir uma nova crise político-militar na Guiné-Bissau, depois do chefe das Forças Armadas ter ameaçado atacar as tropas angolanas em Bissau.

Raimundo Pereira, presidente da República, e Carlos Gomes Júnior, primeiro-ministro, estão detidos desde quinta-feira à noite, quando se deu o golpe militar.

Mamadu Djaló Pires afirma que o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, António Indjai, "está na origem do golpe" e que não confia na sua detenção. "É uma farsa".

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros de Angola, país que preside atualmente à CPLP, responsabilizou "os militares da Guiné-Bissau", nomeadamente a "chefia militar", pelo golpe de Estado.

Desde o passado dia 5, que havia a possibilidade de eclodir uma nova crise político-militar na Guiné-Bissau, depois de António Indjai ter ameaçado, nesse dia, atacar as tropas angolanas em Bissau. A informação foi avançada ontem, pela agência noticiosa cabo-verdiana Inforpress, que cita um relatório das Forças Armadas de Cabo Verde, a que teve acesso, sobre a reunião de emergência da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, realizada nesse dia em Abidjan.

O documento relata a preocupação relativa à presença de militares angolanos na Guiné-Bissau, com armamento pesado, e que Indjai chegou a ameaçar "atacar as tropas angolanas" caso encontrasse o armamento em causa assim que regressasse a Bissau.

Ontem, a maior parte das lojas abriram, mas, segundo o jornalista António Aly Silva, as perseguições continuam. "Viaturas pertencentes aos membros do Governo estão a ser confiscados pelos militares"

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