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Delegados da Cruz Vermelha visitaram ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau

Delegados da Cruz Vermelha visitaram ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau

Representantes do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na Guiné-Bissau visitaram, no sábado, o ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, detido em Bissau, no seguimento do golpe militar de quinta-feira.

Em contacto telefónico a partir de Lisboa, Dénes Benczedi, assessor de imprensa do CICV em Dacar (Senegal), adiantou à agência Lusa que se tratou de uma visita breve, destinada sobretudo a entregar medicamentos a Carlos Gomes Júnior.

"Mantemos contacto com a família de Gomes Júnior, que nos pediu para lhe entregarmos medicamentos", esclareceu, acrescentando que desde o golpe de Estado na Guiné-Bissau este foi o único detido visitado pelos representantes na capital guineense do CICV.

Sobre a visita, Benczedi limitou-se a dizer que Carlos Gomes Júnior "não está ferido", escusando-se a precisar o local em que o ex-primeiro-ministro se encontra detido.

O assessor referiu, por outro lado, que os representantes do CICV em Bissau pediram aos militares que controlam a Guiné-Bissau autorização para visitar todas as pessoas que foram detidas no seguimento do golpe, mas, até agora, só estiveram com o chefe do governo derrubado.

"Esta é uma tarefa que nos compete e que pretendemos sempre fazer o mais urgentemente possível, sobretudo quando existe uma situação como a da Guiné-Bissau", declarou, acrescentando que o CICV espera em breve poder visitar os restantes detidos.

"Queremos saber o estado em que se encontram e se as condições de detenção estão de acordo com as normas internacionais", concluiu.

O CICV, criado em 1863, trabalha em todo o mundo para fornecer assistência humanitária a pessoas atingidas por conflitos ou situações de violência armada e dar a conhecer a legislação que protege as vítimas da guerra.

Instituição neutral e independente, o seu mandato advém essencialmente das Convenções de Genebra de 1949.

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