Moçambique

Embaixador de Luanda diz que situação está sob controlo"

Embaixador de Luanda diz que situação está sob controlo"

O embaixador de Moçambique em Luanda, Domingos Fernandes, assegurou, esta terça-feira, que a situação no seu país está sob controlo das autoridades e que o conflito se restringe somente a uma zona.

Domingos Fernandes, que falava à imprensa no final de uma reunião do grupo de embaixadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse acreditar que "o processo de diálogo" entre a Renamo e o Governo "ainda está aberto".

"Tratou-se de uma reunião regular do Grupo de Embaixadores da CPLP em Luanda, que tem servido para trocar impressões sobre o desenvolvimento da CPLP. A questão de Moçambique não esteve na agenda", disse.

Todavia, perante a situação que se vive no seu país, Domingos Fernandes frisou que "a situação está sob controlo".

"É uma situação localizada numa região do país. Neste sentido, não sentimos ainda que haja necessidade do envolvimento da CPLP", disse.

O diplomata moçambicano disse acreditar que o "processo de diálogo ainda está aberto ao nível interno".

"De tal maneira que nos próximos dias, o que eu penso que vai acontecer é que Moçambique vai tentar solucionar a questão entre irmãos e através de um diálogo, com as partes interessadas", acrescentou.

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Moçambique vive a sua pior crise política e militar desde a assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP) em 1992, após o exército moçambicano ter desalojado na segunda-feira o líder da Renamo, principal partido da oposição, Afonso Dhlakama, da base onde se encontrava aquartelado há mais de um ano, no centro do país.

Afonso Dhlakama e o secretário-geral da Renamo, Manuel Bissopo, fugiram para local incerto, enquanto as forças de defesa e segurança moçambicanas mantém a ocupação da residência do líder do movimento, em Sandjunjira, na província de Sofala.

Relativamente ao anúncio feito na segunda-feira em Maputo por um porta-voz da Renamo, de que o acordo de paz estava terminado face à ação das forças governamentais, Domingos Fernandes disse não ser a primeira vez que tais pronunciamentos ocorrem.

"Não é a primeira vez que ouvimos da parte da Renamo declarações dessa natureza. Já houve antes e mesmo assim a Renamo engajou-se no diálogo. Houve essa declaração mas não é o fim do acordo (de paz). Foi uma declaração de ocasião", concluiu.

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