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Forças Armadas prontas para cenário de evacuação na Guiné-Bissau

Forças Armadas prontas para cenário de evacuação na Guiné-Bissau

O ministro da Defesa Nacional, Aguiar Branco, disse este sábado que as Forças Armadas estão preparadas para retirar cidadãos portugueses da Guiné- Bissau, país no qual se registou um golpe militar na quinta-feira à noite.

"A nossa responsabilidade e o nosso trabalho é garantir a prontidão adequada para o caso de ser necessário proceder à evacuação" na Guiné-Bissau, explicou o governante, sublinhando que esta situação "deve merecer recato operacional".

O ministro sustenta que aquilo que "é importante que se saiba" é que o caso está ser acompanhado e que isso deve "dar tranquilidade aos portugueses".

José Aguiar Branco salientou que a situação está a ser acompanhada a par e passo pelo Ministério da Defesa e garantiu que as Forças Armadas serão "mais uma vez capazes de responder a qualquer operação que seja necessária".

Este sábado, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa reúne-se na sua sede em Lisboa para debater a situação na Guiné-Bissau, cuja capital vivia esta manhã um ambiente aparentemente normal, dois dias depois do levantamento militar que culminou na detenção do presidente da República interino e do primeiro-ministro.

As declarações do Ministro da Defesa Nacional foram feitas no final da cerimónia do Dia do Combatente, que decorreu na Batalha.

Na sua intervenção, Aguiar Branco voltou a garantir que "este Governo não quer desinvestir nas Forças Armadas", mas sim aumentar a sua operacionalidade.

"Não me conformo com um país que olha para as Forças Armadas como um custo para o contribuinte" e que "não percebe a importância da participação em ações militares internacionais como afirmação da nossa pátria e orgulho de ser português", enfatizou.

Antes, o presidente da Liga dos Combatentes lembrou as palavras de Mouzinho de Albuquerque, quando "disse que Portugal é obra de soldados".

Chito Rodrigues criticou ainda o discurso de alguns comentadores políticos e alguma opinião pública que têm colocado em causa a existência das Forças Armadas.

"Seria como discutir a existência do próprio país como o conhecemos", defendeu.

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