Angola

IURD assumiu previamente segurança no local da tragédia em Luanda

IURD assumiu previamente segurança no local da tragédia em Luanda

A Igreja Universal do Reino de Deus assumiu a responsabilidade pela segurança no interior do recinto palco da tragédia de 31 de dezembro, em Luanda, apresentado como vigília do "Dia do Fim", que provocou mais de uma dezena de mortos.

A cerimónia da IURD, designada "Vigília da Virada - Dia do Fim", decorreu no Estádio Nacional da Cidadela Desportiva, que tem capacidade para 70 mil pessoas, mas onde se concentraram cerca de 250 mil.

A informação consta de uma declaração do Ministério do Interior angolano, que salienta ter a IURD invocado a natureza religiosa do evento.

Na declaração, o ministério salienta ter adotado os mecanismos de segurança habituais para eventos que comportem a concentração de grande número de pessoas.

"Contudo, dada a natureza religiosa do ato, a direção daquela Igreja manifestou interesse em ser ela a assegurar a segurança no interior do estádio, tendo recrutado para o efeito 300 elementos de autoproteção. Neste sentido, a Polícia Nacional ficou com a responsabilidade do asseguramento da parte exterior do estádio", acrescenta-se na declaração do ministério.

As autoridades angolanas destacam que a concentração de populares para o evento resultou na conclusão que o local escolhido "era insuficiente para acolher tal número de fiéis, o que causou excessiva lotação na parte interior e a presença de um elevadíssimo número na parte exterior do estádio".

O Ministério do Interior anunciou ainda que foi ordenada à Direção Nacional de Investigação Criminal (DNIC) a abertura de um inquérito para "apuramento dos factos e responsabilidades", que será posteriormente submetido ao Ministério Público.

O número de vítimas na tragédia varia consoante a fonte, com a IURD a falar em 12, enquanto o diário estatal Jornal de Angola escreveu na sua edição de quarta-feira que o número de mortos era de 16 e o Governo Provincial de Luanda, citado pela agência Angop, fixou aquele número em 13. O número de feridos é sempre igual: 120.

Na quarta-feira, em conferência de imprensa, a IURD assumiu a responsabilidade das despesas com os funerais.

"A Igreja já começou a apoiar as famílias das vítimas. Está a fazê-lo e vai continuar até ao último momento. Assumimos, vamos dizer, todas as despesas do óbito e o principal apoio é o moral", disse o bispo Felner Batalha.

Segundo informações dos hospitais em Luanda que receberam as vítimas, as mortes terão ocorrido por esmagamento e asfixia.

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