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Mulher do presidente da Guiné Bissau pede ajuda para encontrar o marido

Mulher do presidente da Guiné Bissau pede ajuda para encontrar o marido

A mulher do presidente guineense está em Lisboa e apelou este sábado à comunidade internacional para que localize e ajude a libertar o marido, desaparecido desde quinta-feira, quando se deu o golpe militar na Guiné Bissau.

Em entrevista à RTPi, Elsa Pereira, mulher do presidente interino da Guiné Bissau, pediu a intervenção da comunidade internacional: "Faço um apelo solicitando à comunidade internacional, nomeadamente às Nações Unidas e à CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), entre outros, no sentido de intervir, de forma pacífica, e dialogar com as partes intervenientes no sentido de localizar e facilitar a libertação do meu marido Raimundo Pereira".

Elsa Pereira contou que estava previsto regressar sexta-feira à Guiné mas que acabou por permanecer em Portugal devido ao cancelamento dos voos.

"Atendendo a esta situação, eu quero voltar no domingo. Era para ir ontem (sexta-feira) mas como cancelaram os voos quero ir no domingo para ajudar", explicou a mulher do presidente que, devido ao golpe de Estado, ainda não conseguiu regressar ao país.

"Ele não pode ficar assim", lamentou Elsa Pereira, referindo-se ao facto de não ser conhecido o paradeiro do presidente interino da Guiné-Bissau desde quinta-feira, quando Raimundo Pereira foi detido pelos militares revoltosos.

Na quinta-feira à noite, um grupo de militares guineenses atacou a residência do primeiro-ministro e candidato presidencial, Carlos Gomes Júnior, e ocupou vários pontos estratégicos da capital da Guiné-Bissau.

A ação foi justificada no dia seguinte, por um autodenominado Comando Militar (cuja composição se desconhece), como visando defender as Forças Armadas de uma alegada agressão de militares angolanos, que teria sido autorizada pelos chefes do Estado interino e do Governo.

A mulher de Carlos Gomes Júnior disse na sexta-feira que ele tinha sido levado por militares na noite do ataque, encontrando-se em parte incerta, tal como o presidente interino, Raimundo Pereira.

Os acontecimentos militares na Guiné-Bissau, que antecederam o início da campanha eleitoral das presidenciais de 29 de abril, mereceram já a condenação da União Africana, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e de vários países, incluindo Portugal, que exortou os autores do "golpe militar" a libertar os políticos detidos.

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