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População corta ligação rodoviária no centro de Moçambique

População corta ligação rodoviária no centro de Moçambique

A circulação rodoviária na N1 está interrompida, desde a manhã desta sexta-feira, devido ao corte, por ex-guerrilheiros da Renamo, da ponte sobre o rio Ripembe, em Machanga, Sofala, centro de Moçambique.

Zacarias Daniel disse que após atravessar o rio Save em direção a Muxúnguè encontrou a estrada cortada e um "autocarro em chamas sobre a ponte", impedindo qualquer tráfego no sentido sul-centro e vice-versa.

"Estou a fugir de Mambone (Sofala) para a Beira, mas depois que atravessámos o rio Save ficamos surpresos por a ponte estar destruída e em chamas. Um autocarro foi atacado e está a arder. Estamos no mato agora, o ataque foi intenso esta manhã, bem de longe estamos a ver fumo, não sei o que é", disse à Lusa, por telefone, Zacarias Daniel.

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Ainda segundo a mesma fonte, desde as 8 horas (7 horas em Portugal Continental) não há viaturas nos dois sentidos da via, sendo apenas visível uma patrulha militar, que "tenta conter os ataques".

Em declarações à Lusa, Ismael Sulemane, um residente de Muxúnguè, disse que várias pessoas chegaram com ferimentos ao Hospital rural daquela localidade e estão em tratamento.

"Muitas pessoas chegaram feridas, porque houve um machibombo (autocarro) atacado. Todos os carros que vão ao sul, transportes públicos e viaturas particulares e de carga, estão arrumados na vila de Muxúnguè porque não há passagem lá em frente. A estrada foi cortada", disse Ismael Sulemane.

Entretanto, também em declarações à Lusa, Arnaldo Machowe, administrador de Chibabava, não confirmou o corte de estrada e sobre as vitimas que terão chegado ao hospital, remeteu detalhes para mais tarde.

"Os carros estão a passar, então há informação do corte da ponte sobre o rio Ripembe", disse à Lusa Arnaldo Machowe.

O administrador já tinha, no entanto, confirmado à Lusa que ex-guerrilheiros da Renamo atacaram hoje de manhã um autocarro de passageiros e um camião de carga na região de Machanga, Sofala, centro de Moçambique, e fizeram um ferido.

Arnaldo Machowe disse que elementos da Renamo "metralharam" um autocarro da empresa transportadora Etrago, que não terá obedecido a ordens para parar, e um camião de carga, que ficou imobilizado.

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