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Prejuízos de 45,3 milhões de euros com vulcão do Fogo

Prejuízos de 45,3 milhões de euros com vulcão do Fogo

Os prejuízos provocados pela erupção vulcânica, há 19 dias, na ilha cabo-verdiana do Fogo, foram provisoriamente avaliados em cerca de cinco mil milhões de escudos cabo-verdianos (45,3 milhões de euros).

A estimativa foi avançada por Cristina Duarte, ministra das Finanças de Cabo Verde, na parte final dos debates que levaram à aprovação do Orçamento do Estado (OE) para 2015 no arquipélago.

Cristina Duarte adiantou que a 1 de janeiro entrará em vigor o Plano de Reconstrução da Ilha do Fogo, que irá contar com a receita extraordinária do aumento do IVA em 0,5%, de 15 para 15,5%, aprovado quarta-feira no Parlamento, e que deixará de fora o averbamento na água e energia.

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O montante esperado da receita extraordinária, segundo Cristina Duarte, é de 354 milhões de escudos cabo-verdianos (3,21 milhões de euros), menos de um décimo da previsão global provisória dos prejuízos, e será gerido pelo Banco do Tesouro cabo-verdiano, através da respetiva direção geral.

A anterior erupção registou-se em 1995, e a atual, desde o dia 23 de novembro, já destruiu as povoações de Portela e Bangaeira, as duas localidades de Chã das Caldeiras, planalto que serve de base aos vários cones vulcânicos da ilha.

Além das habitações destruídas, bem como de terrenos agrícolas e de pastagem, a lava obrigou ao realojamento de cerca de 1500 habitantes de Chã das Caldeiras, na quase totalidade agricultores e criadores de gado, ameaçando, apesar de os últimos três dias terem sido de acalmia, outras duas localidades no norte da ilha, Cutelo Alto e Fonsaco, a primeira no declive montanhoso do Fogo e a segunda já junto ao mar.

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