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Receio de escalada de violência em Moçambique

Receio de escalada de violência em Moçambique

O clima de tensão político-militar que se vive no centro de Moçambique aumentou o receio de um regresso à guerra junto de residentes em Nampula, a principal cidade do norte do país.

O líder da Renamo mantém uma residência naquela cidade, da qual saiu há um ano para se instalar na base militar do partido em Sandjundjira, centro de Moçambique, de onde foi desalojado na segunda-feira pelo exército moçambicano.

Na rua dos Sem Medo, onde se situava a sede da Renamo, ocupada desde 2012 pela Força de Intervenção Rápida (FIR) e pelo Grupo Operativo Especial (GOE), a situação de medo voltou a assolar os residentes.

"A situação de medo voltou a tomar conta de nós porque os homens da Renamo que estavam aqui na rua dos Sem Medo podem voltar a atacar os agentes da PRM", disse à Lusa Ana Brahimo, uma residente.

Outro residente, Júlio Alfredo, considerou que a "situação não é nada boa" na rua dos Sem Medo, porque "ninguém pode salvar os seus moradores em caso de ataque".

A governadora de Nampula, Cidália Chaúque, afirmou publicamente que "a ordem e segurança públicas na província de Nampula estão garantidas", mas a preocupação da população ainda é maior porque a região dispõe de um importante quartel da Renamo usado na guerra dos 16 anos, localizado na região de Grácio-Namaia, no distrito de Muecate".

Na rua Filipe S. Magaia, onde se localiza a casa onde Afonso Dhlakama residiu até rumar a Sandjunjira, a situação é tensa.

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A polícia mobilizou para ali um efetivo das suas forças especiais e os ex-guerrilheiros da Renamo que integram a força de proteção do seu líder ainda se encontram a guarnecer a casa.

Os residentes daquela rua estão apavorados - alguns chegaram a mudar de residência -, temendo que se venha a registar um confronto entre as duas forças.

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