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Um ferido durante manifestação de jovens em Bissau

Um ferido durante manifestação de jovens em Bissau

Meia centena de jovens juntaram-se este domingo em Bissau para uma manifestação pela paz que deveria percorrer a principal avenida da cidade, mas foi desmobilizada pelos militares e acabou por saldar-se num ferido.

Os jovens do Movimento Juvenil para a Paz envergavam um cartaz no qual se lia "Não à violência" e uma bandeira branca.

Não houve registo de quaisquer tiros quando os militares desmobilizaram a manifestação, mas um jovem ficou ferido nestes incidentes, que aconteceram três dias depois de golpe de um autodenominado Comando Militar.

O Movimento Juvenil para a Paz já anunciou que fará diariamente uma manifestação pela paz em Bissau.

A manifestação decorreu na principal avenida de Bissau, que liga o aeroporto ao centro da cidade, e deveria passar pela Assembleia Nacional Popular e acabar junto da sede das Nações Unidas.

Na quinta-feira à noite, um grupo de militares guineenses atacou a residência do primeiro-ministro e candidato presidencial, Carlos Gomes Júnior, e ocupou vários pontos estratégicos da capital da Guiné-Bissau.

A ação foi justificada sexta-feira, em comunicado, por um autodenominado Comando Militar, cuja composição se desconhece, como visando defender as Forças Armadas de uma alegada agressão de militares angolanos, que teria sido autorizada pelos chefes do Estado interino e do Governo.

A mulher de Carlos Gomes Júnior disse na sexta-feira que ele tinha sido levado por militares na noite do ataque e que se encontrava em parte incerta, bem como o presidente interino, Raimundo Pereira.

No sábado, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ameaçou com sanções individualizadas contra os golpistas e a União Europeia advertiu que não apoiará um "governo ilegítimo".

As "sanções" poderão incluir a "proibição de viagens, congelamento de ativos e responsabilização criminal".

Entretanto, na capital guineense, os partidos da oposição na Guiné-Bissau continuavam reunidos cerca das 14 horas para procurar uma solução para a crise político-militar no país, depois de sábado não terem conseguido acordar qualquer proposta.

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