Covid-19

Pandemia está a atingir a velocidade máxima em África

Pandemia está a atingir a velocidade máxima em África

O diretor do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana, John Nkengasong, diz que a pandemia está a atingir velocidade máxima em África, apelando para o uso generalizado de máscaras.

O número de mortos em África devido à covid-19 subiu esta quinta-feira para 12206, mais 251 nas últimas 24 horas, em cerca de 522 mil casos, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infetados subiu para 522.104, mais 14018 nas últimas 24 horas, enquanto o número de recuperados é de 254.361, mais 9293.

A África Austral regista o maior número de casos (233.016) e contabiliza 3724 mortos, a grande maioria concentrada na África do Sul, o país com mais mortos e mais infetados em todo o continente, com 224.665 casos e 3602 vítimas mortais.

"Cruzamos o número crítico de 500 mil casos. A pandemia está a atingir a velocidade máxima e, por isso, gostaria de fazer um apelo ao continente: temos de ser corajosos, arrojados e deliberados na implementação de medidas de saúde publica de forma generalizada", disse John Nkengasong.

O diretor do África CDC, que falava esta quinta-feira, a partir de Adis Abeba, no encontro semanal com jornalistas, apelou para o uso generalizado de máscaras.

"Temos de aumentar o uso de máscaras em todos os países. Máscara, máscara, máscara", disse numa analogia com a recomendação da Organização Mundial de Saúde de "testar, testar, testar".

O responsável africano sublinhou igualmente a importância de os países continuarem a alargar a sua capacidade de testagem da população e a necessidade de envolver as populações na luta contra o coronavírus.

"Desde a semana passada, houve um aumento de 24% de novos casos, o que significa cerca de 100 mil novos casos e uma média de 14 mil casos por dia comparando com a média diária de 11 mil casos na semana passada", adiantou. a Taxa de letalidade é de 2,3%.

África do Sul (42%), Egito (15%), Nigéria (6%), Gana (4%) e Argélia (3%) são responsáveis por 71% de todos os casos registados em África.

De acordo com o África CDC, foram feitos no continente 5,7 milhões de testes, 8,6% dos quais deram positivo.

Cerca de 80% dos testes foram realizados em apenas 11 países: África do Sul, Marrocos, Egito, Gana, Etiópia, Uganda, Quénia, Maurícias, Ruanda, Nigéria e Senegal.

O diretor do África CDC adiantou que, através da plataforma de compras online da União Africana, foram comprados 1,4 milhões de testes, a que se deverão juntar 1,3 milhões doados pelo Governo alemão.

"Serão 2,7 milhões de testes e com a sua distribuição chegaremos muito perto da meta de alargar a testagem para 10 milhões que estabelecemos em abril", disse.

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