Diplomacia

Papa envia mensagem de "bem-estar e paz" à líder de Hong Kong

Papa envia mensagem de "bem-estar e paz" à líder de Hong Kong

O Papa Francisco enviou, no sábado, telegramas de felicitações aos representantes da China, Taiwan e Hong Kong após sobrevoar o seu espaço aéreo e quando se deslocava da Tailândia para Tóquio.

O avião da companhia tailandesa que transportava o chefe da Igreja Católica aterrou no Aeroporto Internacional de Tóquio às 17.25 horas, horário local (09:25 em Lisboa), com forte chuva e vento e sem uma cerimónia formal de boas-vindas.

Como é esperado e habitual, o Vaticano enviou telegramas para os países que o avião que o transporta sobrevoa, nomeadamente Taiwan, ilha Sanya (China) e Hong Kong (China).

"Rezo para que Deus Todo-Poderoso garanta o seu bem-estar e paz", foram as palavras de Francisco a Carrie Lam, chefe do Governo de Hong Kong, sem referência à situação de crise política e as manifestações na região especial chinesa.

Também foram enviados telegramas para o Presidente chinês, Xi Jinping, a quem o papa enviou "bênçãos abundantes de paz e alegria" e para o Presidente de Taiwan, Tsai Ing-Wen, que transmitiu "bênçãos divinas abundantes de paz".

O Papa encontra-se hoje na nunciatura com os bispos do país e no domingo viajará para as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

Francisco inicia hoje uma visita ao Japão, segunda etapa da sua deslocação à Ásia, onde vai divulgar uma mensagem sobre o desarmamento nuclear.

Francisco é o chefe da igreja católica que mais condenou o uso de armas nucleares e vai falar sobre o tema no domingo nestas duas cidades destruídas pelas bombas atómicas lançadas pelos Estados Unidos em 1945.

No domingo, viaja para Nagasaki e o programa divulgado pelo Vaticano inclui uma "mensagem sobre as armas nucleares", no Parque da Bomba Atómica, uma deslocação a Hiroshima e encontros com sobreviventes dos bombardeamentos de 1945.

As bombas atómicas lançadas em Hiroshima (06 de agosto) e em Nagasaki (09 de agosto) mataram mais de 220 mil pessoas, e provocaram a capitulação do Japão e o fim da segunda Guerra Mundial, em 15 de agosto de 1945.

Além dos sobreviventes das bombas atómicas, o Papa pretende também prestar homenagem às vítimas do desastre de março de 2011 na central nuclear de Fukushima.

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