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Papa lamenta violência na Nicarágua e apela ao respeito e diálogo

Papa lamenta violência na Nicarágua e apela ao respeito e diálogo

O Papa Francisco manifestou domingo a sua dor pelos atos violentos que ocorrem na Nicarágua como resultado da crise sociopolítica e apelou a que se retome o diálogo, se respeite a liberdade e a vida das pessoas.

Francisco fez estas reflexões momentos depois de rezar o Angelus dominical, desde a janela do palácio apostólico do Vaticano, e perante milhares de fiéis que se reuniram na praça de São Pedro, no Vaticano, para o escutar.

O Papa disse que reza "pelas vítimas [da violência na Nicarágua] e pelas suas famílias" e afirmou que "a igreja é sempre partidária do diálogo", pelo que pediu "um compromisso ativo para se respeitar a liberdade e a vida".

"Rezo para que termine esta violência e se assegurem as condições para retomar o diálogo o mais breve possível", disse Jorge Bergoglio. O apelo do Papa foi acompanhado pelo feito pelos Jesuítas da América Central, que apelam a "um diálogo honesto e uma negociação sensata e viável", de forma a que se evite uma maior polarização das partes e "mais derramamento de sangue".

A Nicarágua vive desde há quase 50 dias uma crise sociopolítica, a mais sangrenta desde os anos 80, que fez, pelo menos, 108 mortos e cerca de um milhar de feridos, segundo dados do Centro Nicaraguense dos Direitos Humanos (Cenidh).

Os protestos contra o governo de Daniel Ortega começaram em abril por causa de reformas na segurança social e acentuaram-se devido às mortes registadas durante as manifestações.

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